Montreal - A participação da brasileira Rebeca Gusmão no 11º Mundial de Esportes Aquáticos, em Montreal, no Canadá, está nas mãos da comissão médica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Cláudio Cardone, Renata Castro, Marcus Bernhoeft e Neucy Amaral farão uma avaliação no joelho direito da atleta, lesionado durante um treino na última terça, em Coral Springs, nos EUA.
''Agora está nas mãos deles. Não depende do meu parecer técnico, nem mesmo da vontade da atleta. É um problema médico'', afirmou Ricardo de Moura, coordenador técnico da natação.
A nadadora chegou a Montreal na manhã de ontem e, mesmo com dificuldades para caminhar, participou do treino junto com os demais membros da delegação. ''Eu treinei mais para não perder o ritmo, mas até me senti bem dentro da água. O problema é que não estou conseguindo saltar do bloco e nem bater o pé nas viradas'', contou Rebeca, que sofreu a contusão ao dar a pernada do nado de peito.
Primeiro senti uma dorzinha e, logo em seguida, veio a contusão'', revelou a nadadora, que ainda não tem um diagnóstico preciso. ''O médico lá nos EUA falou que eu tive um deslocamento da patela'', disse.
Esse mesmo profissional recomendou a Rebeca desistir da competição, alegando que ela pode agravar a lesão e até sofrer uma ruptura dos ligamentos do joelho. Mesmo assim, ela se recusa a desistir.
''Vou fazer fisioterapia durante esses dias e esperar para ver se melhora. Uns dois dias antes da competição vou saber se dá para nadar. Até porque não quero competir só por competir. Se não puder dar o meu melhor, não vou'', revelou.
Sua prova (50 m livre) acontece apenas no dia 30 de julho, penúltimo dia do Mundial. Por isso, ela ainda teria pouco mais de uma semana para se recuperar da contusão. Mas Moura já afastou essa possibilidade.

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