Konigstein - Aparentemente recuperado das bolhas e da febre da semana passada, Ronaldo disse ontem que espera repetir na Copa da Alemanha seu desempenho no Mundial de 2002, quando o Brasil conquistou o penta no Japão/Coréia. Na ocasião, Ronaldo, que voltava aos gramados após dois anos parado devido a uma grave contusão no joelho, foi o artilheiro da Copa, com oito gols, e liderou o Brasil na conquista do título.
O goleador insistiu que não houve nenhum grande problema com ele nos últimos dias e que não existe polêmica alguma. ‘‘A polêmica foi criada por vocês da imprensa. Eu me preparei para estar bem na Copa’’, queixou-se. À tarde, Ronaldo treinou de maneira diferente dos demais colegas. Sob uma temperatura aproximada de 25º C em Köonigstein, enquanto todos estavam de camiseta, o Fenômeno vestia um agasalho. Terminado o treino tático, ele ficou dando voltas no campo.
O camisa nove disse que nada mudou em sua rotina que o tenha deixado mais risonho, como demonstrou estar na entrevista coletiva concedida pela manhã, ao lado de Cafu, do técnico Carlos Alberto Parreira e do coordenador técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. ‘‘Tudo vai depender das perguntas que vocês vão me fazer’’, afirmou, para os jornalistas. Ele voltou a negar que esteja chateado. ‘‘Nada tira o meu humor’’, afirmou.
Ronaldo disse que se sente ‘‘bem e confiante’’, apesar dos ‘‘pequenos problemas’’ enfrentados na última semana. O atacante afirmou que mal pode esperar a hora de o Brasil estrear, pois assim todos poderão ‘‘parar de falar besteira e começar a falar de futebol, de Copa do Mundo’’, referindo-se à repercussão das bolhas e da infecção na garganta.
Ronaldo reproduz bem os pedidos de Parreira para que os jogadores de frente ajudem na marcação no meio de campo. Para viabilizar o quadrado mágico, com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo, o técnico tem demonstrado preocupação com o sistema defensivo do Brasil quando a equipe perde a posse de bola na frente.
Marcação – Ronaldo afirmou que vai se revezar com Adriano na função de voltar para o meio para ajudar Kaká e Gaúcho na marcação. Segundo ele, Parreira pediu o ‘‘sacrifício dos atacantes’’, o que vai ser atendido. ‘‘Só seis jogadores vai ser pouco para defender. Temos que ajudar’’, disse, numa referência às duplas de zagueiros, laterais e volantes.
Ronaldo disse ainda não estar preocupado em disputar quem vai ser o melhor jogador da Copa e que pensa apenas em ajudar o Brasil a ser campeão. ‘‘O mundial não é para ver quem será o melhor jogador, mas para se saber a melhor seleção’’.
O atacante afirmou que também não se importa se vai conseguir superar dois recordes próximos. Um deles é o de jogador com maior número de gols pela seleção em Copas do Mundo. Ronaldo está empatado em 12 com Pelé. O outro é o de maior artilheiro dos Mundiais. Ele está dois gols atrás do alemão Gerd Müller, que marcou 14 no total. ‘‘Não estou preocupado em bater recordes, e sim em ganhar a Copa.’’ (Folhapress)

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