O Nacional espera quebrar o recorde de público na Série A-2 do Paranaense no jogo de domingo, às 15h30, contra o Londrina, no Estádio Erick Jorge, em Rolândia. A expectativa dos dirigentes é de que pelo menos cinco mil torcedores acompanhem a partida, que vale a liderança do Grupo A. O Nacional, que tem um ponto a mais que o Tubarão, lidera com 9 pontos e só depende de um empate para fechar o turno na primeira posição.
‘‘O favoritismo é todo do Londrina, que investiu mais e tem uma responsabilidade maior. Vamos respeitar a camisa e a tradição deles, mas também não podemos deixar de nos impor jogando em casa’’, afirma o supervisor do Nacional, Dirceu de Mattos. ‘‘Acredito que, se chegarmos aos 14/15 pontos, estaremos classificados para a segunda fase’’, completa, deixando escapar que o empate diante do Londrina será bem vindo. ‘‘Tenho conversado com os jogadores que o importante é terminar o primeiro turno na liderança. E é claro que o empate vai nos manter isolados na primeira colocação.’’
Nem o fato de o Nacional ter perdido domingo uma invencibilidade de 20 jogos oficiais - 17 na vitoriosa campanha do título da Série A-3 em 97 e três na Série A-2 - parece ter abalado a disposição do time. ‘‘Não merecíamos ter perdido do Comercial, mas isso são coisas do futebol. Já havia alertado os jogadores que uma hora a gente teria que perder, e perdemos num momento em que nossa classificação não foi afetada’’, ressalta Mattos.
Segundo Dirceu de Mattos, o entrosamento será um dos trunfos do Nacional na tentativa de vencer o Londrina. ‘‘Uma das qualidades da nossa equipe é o entrosamento. Enquanto as outras equipes estavam se montando, nós já tínhamos uma base pronta da Série A-3. Só tivemos que repor uma ou outra posição’’, frisa.
Outro fator citado por Mattos que pode influir no resultado do jogo de domingo é a idade dos jogadores do Nacional. ‘‘Temos um time muito jovem e que sabe o que quer. A média de idade da equipe é de 21 anos. O mais experiente é o goleiro Marcelo, com 28 anos, e o mais novo é o meia Samuel, com 19 anos’’, exemplifica o supervisor.
Os torcedores do Nacional também aguardam com expectativa pelo confronto com o Londrina. ‘‘Vamos fazer o possível para tirar uma casquinha do Londrina’’, avisa o torcedor Vanilson Francisco, 30 anos, professor de matemática e funcionário da Imobiliária Rolândia. Vanilson e um grupo de amigos prometem muito barulho para apoiar o Nacional. ‘‘Temos um time de futebol suíço e sempre levamos um batuque ao estádio para incentivar o Nacional. A torcida do Londrina pode vir aqui sem medo’’, garante Vanilson. ‘‘O pessoal de Arapongas veio aqui e não houve brigas’’, lembra ele.
Dirceu de Mattos afirma que a polícia deverá dar total segurança e separar as torcidas para evitar qualquer desentendimento. ‘‘É uma festa e não queremos ter nenhuma briga.’’
O técnico Benedito de Souza vem trabalhando a equipe com treinos táticos. O único coletivo da semana acontecerá amanhã à tarde. A principal baixa do time será o atacante Luciano, expulso na derrota de 1 a 0 para o Comercial. O substituto será Calmon, cujo passe foi reemprestado pelo PSTC, de Londrina. ‘‘O time não deve sentir a mudança porque o Calmon tem mais experiência e é um homem que joga mais na área’’, descata o supervisor. A equipe-base deve formar com Marcelo; Robertinho, Pires, Daniel e Marco Aurélio; Wilson, Regis, Samuel e Sandro; Calmon e Pepê.

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