Mais antigo time profissional do Norte do Paraná em atividade – fundado em 1947 –, o Nacional de Rolândia enfrenta outra séria crise que pode deixar o time mais um ano na fila pelo ingresso na Primeira Divisão do Campeonato Paranaense. Classificado para a segunda fase da Série A-1 (Segunda Divisão) do Paraná, o time rolandense pode perder metade do elenco profissional.
A ameaça é do mantenedor da equipe, o empresário paulista Aderito Pereira Mourão, que acusa o presidente do clube, empresários de Rolândia e a própria prefeitura de não cumprirem promessa assumida antes do início do campeonato. Os salários do elenco e comissão técnica estão atrasados em dois meses. Agora, o time luta para não fazer feio na Segundona.
Mourão afirma ter tido problemas para pagar os salários porque usou o dinheiro para cobrir gastos com alimentação dos jogadores, que não seria sua obrigação. No contrato que fez com o clube, o empresário seria o responsável pelo pagamento dos salários e por mais 20% da alimentação. A prefeitura de Rolândia ajuda com R$ 1 mil mensais e cede ônibus para transporte. Ele diz ter gasto R$ 20 mil em três meses com a alimentação de quase 40 atletas.
O empresário garante que não vai deixar o Nacional na mão. ‘‘Se até sexta-feira não tiver uma resposta, os dez jogadores que contratei irão embora e vamos tocar o time só com a garotada’’, disse o empresário, que possui um time em Santa Catarina (Mourão Concórdia) e já comandou a Lusa Santista e o Jabaquara.
‘‘Vendido’’ há dois anos para o empresário chinês Paulo Gey Chey, do Grupo Milli Boss que detém 99% do controle acionário do time – o restante é do paulista José Antônio Martins –, o Nacional perdeu a identidade com a cidade. O clube teve uma ligeira recuperação ano passado quando o empresário Cícero Afonso da Silva (hoje no Londrina) esteve à frente do time. Sob o seu comando, o Nacional fez um Seletivo quase impecável mas acabou perdendo a classificação com dois tropeços em casa.

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