Nacional não joga a toalha e ainda acredita em salvação no Paranaense
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Cinco decisões. É assim que o Nacional enxerga as rodadas que faltam para o fim da primeira fase do Campeonato Paranaense. Se quiser continuar na Primeira Divisão, o time de Rolândia terá que sair de campo vencedor em boa parte delas a começar no domingo, contra o poderoso Atlético, em Rolândia.
Vice-lanterna do torneio com cinco pontos, o time junta os cacos para tentar não desistir da luta antes do fim. O time está a cinco pontos do Paraná CLube, primeiro time fora da zona de rebaixamento. ''Enquanto estivermos dependendo só da gente, temos que manter a esperança'', afirmou o técnico Claudemir Sturion, contratado para ser o salvador da pátria, mas que por enquanto não conseguiu somar nenhum ponto ainda. ''Domingo é o jogo que temos que matar'', continuou.
Campeão do interior em 2009, o NAC não é nem sombra daquele time este ano. Em oito jogos, venceu apenas o Paranavaí, na abertura do campeonato, e depois conseguiu outros dois pontos, frutos de dois empates em casa, com o Cascavel e com o lanterna Engenheiro Beltrão.
Sturion é o quarto técnico a passar pelo banco de reservas do clube em menos de dois meses. O primeiro foi Claudemir Peixoto. Ele caiu antes mesmo de estrear. O motivo foi a parceria firmada com empresários cariocas. Eles mandaram o treinador e parte do elenco embora uma semana antes da estreia no Paranaense.
Celso Fernandes, o segundo técnico, durou quatro rodadas e foi quem conquistou os pontos do time. Não resistiu ao mau futebol e foi trocado por Carlos Alberto de Almeida, que ficou dois jogos e voltou para o Rio de Janeiro. O mesmo destino teve os parceiros e boa parte do elenco trazido por eles. Sturion assumiu o time e com ele vieram oito jogadores.
Dois ainda não estrearam. Um é o volante Roberto, que estava no São José. O outro é o veterano atacante Ivan, aquele mesmo que passou por Londrina, Galo Maringá e Adap. Ele estava em um clube de Malta. Os dois aguardam a regularização da documentação para estrear.
Ivan é a aposta do treinador para acabar com a falta de pontaria dos seus comandados, que balançaram as redes somente seis vezes - pior ataque do torneio junto com o Beltrão, que ontem jogaria com o Atlético.
Na derrota para o Rio Branco, quarta-feira, por 3 a 0, o problema ofensivo foi decisivo. ''Tivemos sete ou oito oportunidades e não fizemos o gol. O Ivan é experiente e na cara do gol não deixa escapar'', finalizou Sturion.


