Londrina ficou sem futebol profissional até a metade da década de 50. Durante esse período, o londrinense que quisesse assistir a um jogo de futebol profissional tinha que se deslocar até Rolândia, cidade mais próxima que possuía um time, o Nacional. Era sempre assim, até que um grupo de amantes do futebol da cidade resolveu mudar essa história.
A decisão foi tomada em Rolândia, enquanto o grupo assistia a um amistoso entre Nacional e Vasco-RJ. Assim nasceu, das mãos de José Luciano de Andrade, Wallid Kauss, Pietro Caloni e Doan Alvares Gomes, no dia 5 de abril de 1956, o Londrina Futebol Clube. Andrade já havia criado, junto com o irmão Luiz, nove anos antes, o Nacional. A criação do novo clube foi oficializada no antigo hotel Monções, onde hoje à tarde será inaugurado o Marco Zero.
O time foi crescendo e brigava com o Grêmio Maringá para ser a principal força do interior do Paraná. Aos poucos, foi ganhando terreno e deixando o rival histórico para trás.
Em 1959, o Londrina foi campeão da Zona Norte e foi para a final do Paranaense contra o Coritiba, mas acabou perdendo o título. No ano seguinte, para conseguir a doação do terreno onde hoje é a sede campestre do clube vai a leilão por dívidas com o INSS o clube passou a chamar-se Londrina Futebol e Regatas.
Três anos após a final com o Coritiba a história se repetiu, mas os papéis se inverteram. O Londrina foi ao Estádio Belford Duarte, o atual Couto Pereira, e goleou o Coxa por 4 a 2 no jogo decisivo, garantindo o primeiro título do alviceleste. Lá começava a despontar o maior ídolo do clube, o atacante Gauchinho.
Depois de um período de crise, Londrina e Paraná, o outro clube da cidade, se uniram e deram origem ao Londrina Esporte Clube (LEC), em 1970, que por quase dois anos usou uniformes vermelhos com estrelas brancas no distintivo, como a bandeira da cidade. Em 72, o azul voltou a reinar.
O ex-presidente Fernando Augusto Romão iniciou uma campanha em 74 para incluir o Londrina no Brasileirão. Em 76 o sonho se tornou realidade. Naquele ano também as expressivas vitórias em cima dos grandes da capital renderam ao alviceleste o apelido de Tubarão, inspirado no filme de Steven Spielberg.
Mas foi em 77 que veio a redenção. O time brilhou no Brasileirão. Com grandes jogadores no elenco, como Brandão e Carlos Alberto Garcia, o time ficou em quarto lugar na competição, sendo parado apenas na seminifnal, pelo Atlético Mineiro. Em 80, veio o principal título, a Taça de Prata, equivalente à Segunda Divisão do Brasileiro, com uma goleada por 4 a 0 sobre o CSA-AL.
O bicampeonato estadual veio em 81 e sobre o Grêmio Maringá. Depois dos títulos o time amargou um jejum de 11 anos, até que em 92 foi a vez do segundo maior rival ser engolido em uma final de Paranaense. O Tubarão abocanhou o União Bandeirante e ficou com o terceiro título estadual. Nos dois anos seguintes o time alviceleste foi vice do Paraná.
Em 96 e em 98, o Tubarão ficou entre os quatro melhores da Série B. Mas também em 98 o time deu um vexame no Estadual e acabou sendo rebaixado para a Segundona, onde ficou apenas um ano. Desde então, a torcida vem sofrendo com seguidos fracassos, como o rebaixamento na Série B, em 2004. (T.M)

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