Começa hoje o 2º Campeonato Nacional de Basquete Feminino. São oito equipes que jogarão turno e returno. Classificam-se para a semifinal os quatro primeiros colocados, que se enfrentarão no sistema de cruzamento olímpico (1º x 4º e 2º x 3º). Os vencedores decidem o título. As fases semifinal e final serão disputadas numa melhor de cinco partidas.
O Paraná Basquete Clube - único representante do Estado na competição - enfrenta hoje, às 20 horas, o São Caetano, em São Caetano (SP). Com um elenco que reúne as atuais campeãs brasileiras, o Paraná Basquete Clube está treinando em Curitiba desde agosto e esta vai ser a segunda competição da qual o time comandado por Antonio Carlos Vendramini vai participar. Há dois meses, a equipe conquistou o Sul-Americano de Clubes Campeões, realizado em Curitiba. O Paraná Basquete Clube vai mandar seus jogos no Ginásio Ney Braga, em São José dos Pinhais.
Para a partida de hoje, talvez o único problema que a equipe do Paraná deve enfrentar é a ansiedade de suas jogadoras em estrear na competição. ‘‘Sabemos que o time delas é forte e que jogam ao lado de sua torcida, mas o quanto esperávamos para jogar uma partida oficial de verdade ninguém sabe’’, avalia Vendramini, que não considera o Sul-Americano de clubes um teste para suas atletas. ‘‘As equipes que vieram jogar conosco eram muito fracas tecnicamente’’, diz.
Para a partida de hoje, Vendramini deve colocar em quadra com Sílvia, Sandra, Vedrana, Victória Bullet e Marta. Durante a partida, Vendramini deve fazer algumas alterações na equipe. Segundo ele, o que falta em sua equipe é ritmo de jogo. ‘‘Estamos prontos tanto na parte física como técnica; só falta jogar.’’
O BCN, da estrela Paula, recebe o Sport/Scott Emulsão (PE), às 20 horas, em Osasco-SP. No mesmo horário, Toledo e Vasto Verde/Irmãos Zen (SC) jogam em Araçatuba-SP. O Arcor/Santo enfrenta o Botafogo, às 21 horas, no Rio, com transmissão ao vivo pelo SporTv (canal a cabo).
A organização das jogadoras, técnicos e dirigentes é a responsável, em grande parte, por tornar realidade a segunda edição do Campeonato Nacional de Basquete Feminino. A técnica Maria Helena Cardoso, que dirige o campeão paulista BCN, afirma que as entidades dirigentes do esporte - Federação Paulista e Confederação Brasileira - foram as que menos fizeram para tudo dar certo. Apesar disso, Maria Helena acha que o campeonato será empolgante e competitivo.

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