A diretoria do Nacional Atlético Clube (NAC) tem uma missão agradável nos próximos dias. Organizar festejos almejados desde a fundação do clube, em 28 de abril de 1947: a comemoração da conquista de uma vaga na elite do futebol paranaense.
O azul-e-branco de Rolândia assegurou matematicamente o vice-campeonato na Série A-1 (equivalente à Segundona) do Campeonato Paranaense (e consequentemente a ascensão antecipada à Primeirona) graças a derrota do Marechal Cândido Rondon em Dois Vizinhos.
Com gols de Joílson, aos 4 minutos do primeiro tempo, e Roberto (contra), aos 23 do segundo, Fábio Carioca contra descontou aos 32 da etapa final para o Marechal o time do Sudoeste assumiu a vice-liderança do hexagonal final, com 10 pontos. O Marechal está em quarto lugar com 9 pontos.
No outro jogo de ontem à tarde, o Cianorte derrotou de virada o Adap, no Estádio Albino Turbay em Campo Mourão. Róbson abriu o placar para os mandantes aos 21 do primeiro. A reação do Leão do Vale começou aos 31 do segundo, com um gol de Gil. Seis minutos depois, Douglas marcou o gol da vitória aos 37.
Com o resultado, o Cianorte, em franca recuperação, também chegou aos nove pontos (com uma vitória a mais), assumindo a terceira posição. O Adap é o laterna com cinco pontos.
O Nacional luta agora para garantir o título por antecipação. Isto pode ocorrer se o time de Rolândia vencer no próximo domingo o Marechal, no Oeste do Estado. No mesmo dia jogam Adap x Dois Vizinhos.
O presidente do NAC, o empresário José Danílson Alves de Oliveira, 40 anos, atribuiu a conquista ''a união da comissão técnica e dos jogadores''. ''Quando assumimos a equipe, tínhamos objetivo de fazer uma boa campanha e tivemos esta grata surpresa'', comemorou o sargento da Polícia Militar licenciado e vereador.
A conquista do Nacional pode ser comparada a um ressurgimento improvável. Em 2002, o time fez uma péssima campanha na Segundona e o clube chegou a ser ridicularizado pela penúria com que tratava os jogadores. O clube foi arrendado para empresários paulistas que abandonaram o ''barco'' depois da sequência de maus resultados.
Este ano, a história parecia que iria se repetir. O empresário Cícero Afonso da Silva ''tocou'' o time por 50 dias, nos preparativos e durante a primeira fase. Atrasos salariais fizeram a parceria ruir. Foi então que Danílson mobilizou um grupo de 15 patrocinadores, que bancaram a vinda de 11 jogadores (a maioria do Paranavaí e da Portuguesa Londrinense) e do técnico Itamar Bernardes, vice-campeão paranaense da temporada. As mudanças surtiram efeito. No hexagonal final, foram cinco vitórias (uma delas, sobre o desistente Foz, foi desprezada na contagem) em sete partidas até agora.

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