O Nacional cansou de ser apenas um coadjuvante no Campeonato Paranaense. A direção do clube quer dar início em 2006 ao seu processo de crescimento e o primeiro passo é terminar o seu terceiro Estadual da Primeira Divisão entre os primeiros. Parte do elenco foi apresentado ontem no Estádio Erick George, em Rolândia. ''Chegou a hora de almejarmos algo mais do que simplesmente participar. Estamos montando um time para classificar e depois buscar uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil'', projetou o presidente José Danilson de Oliveira.
Para alcançar o objetivo, Oliveira resolveu ousar e contratou um jogador que custará um valor fora dos padrões do clube, mas que, segundo ele, vale a pena. Com a bagagem de ter defendido alguns dos principais clubes do Brasil e a seleção brasileira, Carlos Alberto Dias, 37 anos, é a esperança do Nacional decolar e ganhar de vez o torcedor rolandense. ''O Dias foi muito bem no Operário na Série Prata e tenho certeza de que vai nos ajudar muito. O Outro objetivo nosso com a contratação dele também foi o de trazer o torcedor, que está vindo em número limitado'', explicou Oliveira.
Carlos Alberto Dias vai comandar uma legião de garotos. Ontem foram apresentados 25 jogadores, sendo dez juniores recém-promovidos ao profissional outros cinco atletas ainda serão contratados. Algumas caras e outras já conhecidas da torcida de Rolândia, como o volante Magrão e o lateral/meia Juninho, que defendem o clube desde a época em que o Nacional disputava a antiga Série A-1, hoje Série Prata. ''A equipe está sendo montada com bastante cautela. Os atletas estão sendo escolhidos a dedo para não ocorrerem erros'', ressaltou Oliveira.
Novamente o clube será comandado pelo técnico Dirceu Mattos, um rolandense que tem cadeira cativa no banco de reservas do NAC. ''Poucos técnicos têm a competência que o Dirceu tem'', elogiou o presidente.
Mattos, em contrapartida, promete melhorar o desempenho do time este ano. ''Espero um pouco mais. Temos um condição melhor para buscar as peças. Esperamos ter um pouquinho mais de sorte e competência, mas temos que dar um pouquinho mais também'', cobrou o treinador.
Mesmo com a condição melhor a que se referiu Mattos, o dinheiro ainda anda curto em Rolândia. Sem patrocinador, as despesas são dividas entre Oliveira e seu vice, Ademir Locatelli, dono de um supermercado na cidade.
O presidente comemorou a venda dos direitos federativos de um dos jogadores revelados na edição deste ano do Paranaense, que aliviou um pouco a situação do clube. O atacante Richely foi negociado com o FC Tokyo, do Japão, no meio do ano. A porcentagem a que o Nacional tinha direito do valor da negociação foi destinada à quitação de dívidas do campeonato passado e a sobra está sendo usada na manutenção do time.

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