Nacional agora quer o título da Série A-1
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quarta-feira, 27 de agosto de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Rolândia - Após conseguir, com duas rodadas de antecedência, pela primeira vez na história desde sua fundação, em 1947, o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, o Nacional Atlético Clube pensa agora no título da Série A-1 (Segundona). Para isso, uma vitória simples sobre o Marechal, em Marechal Cândido Rondon, no próximo domingo, garante a conquista antecipada à equipe de Rolândia.
Esse é o pensamento de todos no clube, desde jogadores e comissão técnica até a diretoria. ''Agora queremos o título'', garante o presidente do Nacional, José Danílson Oliveira. ''Nosso pensamento é sermos campeões'', completa o técnico Itamar Bernardes, apontado por todos na equipe como a figura decisiva na reabilitação do time na competição.
O treinador vice-campeão paranaense de 2003 com o Paranavaí assumiu o cargo há dois meses e meio e pegou o clube em uma situação difícil. Bernardes dispensou 15 dos 28 jogadores que faziam parte do elenco e trouxe 11 já conhecidos dele, que vieram do Paranavaí, da Portuguesa Londrinense e do União Bandeirante. ''Alguns desses jogadores já trabalham comigo há quatro anos. Essa união do grupo foi fundamental para conseguirmos o acesso''.
Entre os pupilos de Bernardes surgiu um prata-da-casa. O meia-atacante Juninho, 22 anos, foi a revelação do clube na Série A-1. ''Ele é muito bom jogador, tem qualidade e vem fazendo gols. Me agradou muito'', avalia o técnico.
A folha de pagamento do Nacional gira em torno de R$ 25 mil. A base da equipe é formada por jogadores jovens, com média de idade de 25 anos. ''Fui mais um pai do que um técnico'', compara Bernardes.
Entre os jovens está a experiência do capitão da equipe: o meia Edilson, 34 anos, que já passou por Londrina, Paranavaí e América-SP. ''Nosso time não tem nenhum craque, mas tem um grupo que somado conseguiu o objetivo maior que era a vaga na Primeirona, agora vamos atrás do título'', diz o meia.
Mesmo garantindo que o pensamento está voltado aos dois jogos que restam na Série A-1, dirigentes e comissão técnica já fazem planos para 2004. ''Temos duas prioridades: manter a base do elenco, mesclando com novos valores, e realizar melhorias em nosso estádio'', revela Oliveira.
O Estádio Municipal Érick George tem capacidade para cerca de 3,5 mil pessoas. A intenção do presidente e do vice-presidente e braço direito de Oliveira, Odema Lucatelli, é de elevar a capacidade para 10 mil torcedores. Eles também pretendem instalar o sistema de iluminação e trocar o gramado. As obras seriam feitas em parceria com a Prefeitura de Rolândia.
Esse trabalho deve ser fácil se comparado ao que terão para segurar o treinador. ''Acho difícil mantê-lo. Por tudo que fez nos últimos anos, e principalmente em 2003, devem chover propostas para ele (Bernardes)'', observa Oliveira.
E realmente será difícil. O próprio Paranavaí quer o treinador de volta para a disputa do Paranaense de 2004 e da Copa do Brasil. Bernardes levou a equipe do Noroeste do Estado da Terceira Divisão para a Segunda e dela para a Primeira (foi vice-campeão este ano).
Está sendo preparada para o dia 7 de setembro, após o jogo contra a Adap, de Campo Mourão, pela última rodada do hexagonal decisivo da Série A-1, uma grande festa para comemorar o título, em caso de vitória, ou a vaga na Primeira Divisão.


