A direção do Nacional de Rolândia (NAC) não admite tomar W.O. no jogo contra o Iguaçu, que era para ter sido realizado no sábado à noite, em União da Vitória, mas não aconteceu devido a uma intoxicação alimentar que atingiu a maior parte dos jogadores do NAC. Por volta do meio-dia de sábado, os atletas passaram mal e tiveram crises de diarréia e vômito após terem feito o café da manhã em um hotel de União da Vitória, onde estavam hospedados.
Aos poucos, os atletas foram sendo levados para o Pronto-Atendimento Municipal para tomarem soro e, no total, onze jogadores e três integrantes da delegação tiveram que ser internados. O técnico Rafaelle Graniti pediu laudos médicos que atestassem que o time não tinha condições de entrar em campo contra o Iguaçu. ''Afinal dos 18 jogadores que levei, 13 estavam sem condições de atuar devido à intoxicação. Os atletas estavam e ainda estão debilitados até hoje (ontem)'', disse o técnico, que cancelou os treinamentos.
No sábado à tarde a Federação Paranaense de Futebol (FPF) acatou um laudo assinado por um médico da Fundação de Saúde de União da Vitória, que relatava a falta de condições dos jogadores para atuarem no dia. E remarcou a partida para a tarde de domingo.
''Porém, no início da noite, os atletas voltaram a passar mal e tivemos que levá-los para outro hospital da cidade. Lá alguns tomaram soro e outros permaneceram internados a noite inteira. No outro dia, fomos ao hospital para pedir que nos assinassem outro laudo médico de que não poderíamos jogar à tarde, mas nos negaram'', contou o preparador de goleiros e auxiliar da equipe, Vanderlei Gazola.
O diretor da empresa parceira do Nacional, Edivaldo Monteiro de Carvalho Pires, que estava no hospital no momento em que foi negado o laudo médico à equipe, relatou que a delegação foi maltratada no local e sofreu ameaças de autoridades e torcedores.
''Como nos disseram que os laudos tinham um custo de R$ 50 por atleta, pagamos R$ 700 antecipado e no momento em que a médica estava para assinar os documentos, chegaram no hospital o secretário de Sa© úde, o prefeito e mais um promotor de Justiça nos pressionando, achando que não queríamos jogar. O secretário de Saúde ameaçou a médica e disse que se ela assinasse os laudos, no dia seguinte estaria todo mundo na rua'', relatou Pires.
Do lado de fora do hospital, segundo Pires, havia ainda uma multidão enfurecida, cobrando que o NAC entrasse em campo. Sem opção, a delegação foi obrigada a deixar União da Vitória e ir para São Mateus do Sul atrás de outra instituição que pudesse emitir os laudos. Os documentos foram então providenciados e a delegação retornou para Rolândia.
Porém, Edivaldo Pires embarcou à noite para Curitiba e ontem de manhã, por meio de seu advogado, entrou com pedido de anulação da partida na FPF. Segundo ele, o Departamento Jurídico da Federação já foi notificado e hoje o TJD iria apurar o fato. ''Por tudo o que nos aconteceu, pelas humilhações e ameaças que sofremos e também em função dos laudos que apresentamos, tenho plena convicção que o TJD irá remarcar esta partida'', confia Pires, que disse ainda que processará ''por danos morais e financeiros'' o hotel em que ficou a delegação.
A FPF divulgou nota ontem informando que aguardará a súmula do jogo
para então decidir as providências que serão tomadas.

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