A diretoria do Nacional decidiu esperar mais um dia para definir se entra ou não com um recurso contra o trio de arbitragem que apitou a partida contra o Rio Branco, domingo à tarde, em Rolândia. O árbitro Ito Dari Rannov validou o gol da equipe de Paranaguá sem que a bola entrasse, depois que o auxiliar Paulo César Beskow correu em direção ao meio-campo. O time tem prazo de 72 horas para protocolar o documento na sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF).
Aos 25 minutos do segundo tempo, o zagueiro Rodrigo, em posição duvidosa, chutou cruzado, a bola bateu na rede pelo lado de fora e entrou, sem que rasgasse a rede.
O presidente do NAC, José Danílson de Oliveira, isentou o trio de arbitragem de qualquer culpa, classificando o fato como uma infelicidade. ''O Ito é um dos melhores árbitros do Brasil e pode vir apitar novamente aqui sem problema algum. Olhei no olho do bandeira (Beskow) e vi que não foi má intenção'', afirmou o dirigente.
Danílson deve se reunir novamente hoje com o advogado do clube, Nickson Fiori, para decidir qual atitude será tomada. ''Não quero prejudicar ninguém, nem estragar a carreira de ninguém'', avisou. ''Mas tenho que ver o lado do Nacional também.''
A validação de um gol ilegal aconteceu exatamente quando um outro lance parecido completava um ano. Em 20 de fevereiro do ano passado, na Arena da Baixada, o Atlético empatou por 2 a 2 com o Império do Futebol, com um gol em que a bola também não entrou. O atacante William chutou a bola na placa de publicidade, que voltou na rede, mas do lado de fora. Mal posicionado, o árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, validou o gol com a conivência do assistente Rogério Luder.
A FPF afastou preventivamente o árbitro e o auxiliar, que foi absolvido na sequência. Cidão depois se tornou peça chave no escândalo da máfia do apito, o caso ''Bruxo'', sendo banido do futebol.

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