NA VILA FAMOSA - Rindo à toa
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segunda-feira, 02 de novembro de 2015
Gonçalo Junior<br>Agência Estado 
Santos - O coro de 11 mil santistas soou forte após o triunfo deste domingo sobre o Palmeiras por 2 a 1, na Vila Belmiro, com uma motivação principal: o time recuperou a vaga no G4 e afastou o adversário da briga. Foi a 15ª vitória seguida do Santos na Vila. Para a Copa do Brasil, torneio que os rivais vão decidir a partir do próximo dia 25, a disputa está aberta. O Palmeiras pressionou no final e poderia ter empatado. O coro santista foi também de alívio.
O Palmeiras fez uma marcação bastante inteligente. Grudou Thiago Santos em Lucas Lima, o cérebro santista, e ordenou que Thiago Sales seguisse Marquinhos Gabriel, o plano B da criatividade santista. Pela esquerda, Robinho bloqueava os avanços de Zeca. Além de tudo isso, impediu que o time rival armasse as jogadas desde a troca de bola com os zagueiros, lá atrás. O Santos era obrigado a fazer um jogo sempre esticado, quase sempre forçado, fora de suas características.
O repertório do Santos, no entanto, é variado. Com os protagonistas bem marcados, o time apostou nos coadjuvantes. Na primeira vez em que Robinho não acompanhou Zeca, o lateral-esquerdo chegou à linha de fundo e cruzou de cabeça erguida para Thiago Maia. O volante, um das principais revelações da temporada, jogador que marca e chega para finalizar, bateu de primeira: 1 a 0. Mesmo marcados, Lucas Lima e Ricardo Oliveira participaram bem do lance.
Nos acréscimos do primeiro tempo, as duas equipes jogaram fora chances inacreditáveis. Gabriel Jesus aproveitou um chutão e escorou, mas Robinho bateu mascado, por cima. Um minuto depois, Gabriel perdeu uma chance com o gol vazio, depois de ter driblado Fernando Prass.
Esses dois lances foram importantes porque foram uma prévia do desenho tático do jogo a partir do 1 a 0 santista. O Palmeiras sairia para buscar a igualdade e daria espaços para o contra-ataque, a especialidade do time da casa.
O Santos foi mais eficiente nessa troca de golpes. Aos 3 minutos, Gabriel cruzou bem e Ricardo Oliveira tocou de cabeça, sozinho, para fazer seu 20.º gol no torneio. Falha de marcação de Zé Roberto no lance.
O Palmeiras mostrou uma deficiência grave desde o início do jogo: a falta de finalização. Nem com 2 a 0 contra, nem com os erros na saída de bola que o Santos cometeu no segundo tempo, o time foi objetivo.
Já o Santos mostrou uma falha que ainda não havia mostrado na Vila Belmiro: a displicência. Foram pelo menos três contra-ataques perdidos na etapa final. E o time acabou "punido" por não ter aberto 3 a 0. Após belo passe de Barrios, Dudu diminuiu: 2 a 1.
O jogo mudou. Pela primeira vez em muitas partidas na Vila Belmiro, o Santos se viu acuado e intranquilo. Falhou na defesa e permitiu a pressão do Palmeiras, que não conseguiu o empate.
EM SANTOS
SANTOS 2
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Marquinhos Gabriel (Alison), Ricardo Oliveira e Gabriel (Geuvânio). Técnico: Dorival Júnior
PALMEIRAS 1
Fernando Prass; Lucas (João Pedro), Vitor Hugo, Jackson e Zé Roberto; Thiago Santos, Matheus Sales (Allione) e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (Fifa/RJ)
Estádio: Vila Belmiro
Gols: Thiago Maia, aos 26 minutos do 1º tempo; Ricardo Oliveira, aos 3, e Dudu, aos 29 minutos do 2º tempo
Expulsão: Cristaldo
Renda: R$ 491.655,00
Público: 11.767 pagantes


