Janaina Tupan Frare
De Londrina
Rivalidade dentro e fora de campo. De um lado, samba. Do outro, tango. A torcida não deixou por menos e mostrou que os dois ritmos realmente não se misturam. Os argentinos eram poucos entre os brasileiros que lotaram o estádio, mas não deixaram de mostrar que estavam lá. No primeiro gol argentino, não se intimidaram e provocaram seus vizinhos de verde e amarelo.
Mas os brasileiros também não deixaram barato, retrucaram na mesma moeda. ‘‘Foram eles que começaram’’, disse Carlos Francisco, 28 anos. Segundo ele, a briga começou antes mesmo das seleções entrarem em campo. ‘‘Desde que chegaram estão provocando’’.
Maria de Lurdes Abreu, de 49 anos, não perdeu tempo. Quando o Brasil marcou o primeiro gol, saiu correndo para mostrar a bandeira brasileira à torcida argentina. ‘‘Temos que ganhar para mostrar que nessa dança, somos melhores’’.
O argentino Ramón Gonzales estava indignado com o lugar destinado a eles. No início, havia um grande espaço na arquibancada geral, mas pelo excesso de público a organização mudou os argentinos para as cobertas. ‘‘Não tenho culpa se venderam mais ingressos do que comporta o estádio. A torcida de fora tem que ter um espaço e não interessa se tem uma ou cem pessoas. O espaço tem de estar lᒒ.

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