Um a zero pro Galvão
Polêmica no ar entre Galvão Bueno e Arnaldo Cesar Coelho. O Galvão, que adora um controvérsia, levanta a seguinte bola pro Arnaldo: ‘‘Arnaldo, no jogo de Seul, domingo, o goleiro coreano encaixa a bola, em cima da linha de gol, num gesto que o deixou desequilibrado. A tal ponto que ia acabar caindo dentro do gol com a bola e tudo. Só não caiu porque outro coreano, ostensivamente, amparou o goleiro pelas costas, com as duas mãos, impedindo que ele caísse dentro das traves. Salvou, portanto, o que seria gol do Brasil. Isso é legal?’’ Galvão ficou cabreiro com o lance.
Arnaldo Cesar Coelho responde que sim. O que não é lícito, esclarece o ex-árbitro, é o jogador se apoiar no corpo de um companheiro para cabecear uma bola.
Ouvi a história, mas não engoli. A luz da ética do jogo, os dois gestos não se distinguem um do outro. O jogador que evitou que o goleiro caísse dentro do gol usou as duas mãos deliberadamente pra ajudar o goleiro a escapar do pior.
Se a regra é omissa, há de prevalecer o espírito do jogo - e, assim sendo, o árbitro devia ter punido a Coréia, no mínimo, com um tiro livre indireto.
Afinal, foi o tipo da defesa feita a quatro mãos.
O bom Arnaldo que desculpe o mau jeito: para mim, deu Galvão Bueno, um a zero.

mockup