Feliz de quem viveu a dança do fogo que encerrou a fase de classificação do Campeonato Brasileiro. Arrebatadora quinta-feira. Controle remoto na ponta dos dedos, eu não sabia pra onde ir, nem onde ficar: uns lutando pra subir, outros, pra não descer. Em cada campo, o mesmo drama, interligando jogos, incendiando corações.
Não me lembro de ter visto coisa igual, na história do campeonato nacional: em 12 partidas, apenas uma, com baixo teor de interesse: São Paulo x Atlético-PR. Nas demais, tudo era adrenalina, naquelas doses de enegrecer pipi. E ainda por cima, com a circunstância angustiante de saber que sua sorte, fora de controle, estava sendo jogada também em outros campos.
No começo da semana, o presidente interino da CBF, Alfredo Nunes, atribuira aos desígnios de Deus ter ele encontrado a saída pro impasse criado pelo jogo de interesses clubísticos. Aquelas coisas: o Vasco joga-não-joga, pára-não-pára o campeonato. No fim, o Vasco joga, o Vasco é eliminado pra alívio da CBF e do próprio Vasco que, agora, só tem que pensar em Tóquio.
Não é que o homem da CBF tem santo forte? O campeonato passou incólume pelo furacão de quinta-feira; não houve um único incidente nos 12 estádios, a arbitragem nunca foi tão feliz; tirando o golpe baixo da família Chedid, que retardou o começo do jogo do Bragantino, pra poder controlar o andamento de jogos de seu interesse, a rodada transcorreu limpamente, deixando, a meu juízo, uma lição exemplar, a propósito de uma situação que comento no tópico abaixo.
O caso Corinthians

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