Sinal vermelho na Série B
O campeonato da Segunda Divisão está faiscando de emoções. Mais, até mesmo, que a Especial, com o Cruzeiro levando aquela cadência que, em aviação, se chama exatamente Cruzeiro, isto é: o ''máximo de rendimento com o mínimo de esforço''. O time de Luxemburgo vai de vento em popa, firmando a reputação de melhor equipe da temporada. O Vanderlei é muito almofadinha pro meu gosto, mas ninguém toca um time com mais inteligência e com mais liderança que ele.
A Segundona entra na etapa crucial, sem que haja controle de doping. Ora, amigos, não se admite, hoje em dia, uma competição profissional que possa abrir mão de um procedimento tão essencial à lisura da disputa. Até o golfe, tido e havido como o esporte dos artistocratas, já adota o anti-doping como praxe. Pelo dinheiro que rola em todos os esportes, o rigor ético é indispensável.
Bebeto de Freitas já pediu providências à CBF. Mesmo de caixa baixa, o Botafogo está decidido a bancar o controle em seus jogos. Não conseguiu nas duas primeiras partidas. Mas, vai insistir. Sabe que terá de pagar pelo exame. O controle custa, por jogo, R$ 3 mil. Bebeto só aguarda o 'okay' da CBF pra começar a correr o pires junta à turma endinheirada do Botafogo, que não é pequena.
O presidente da Série B, Peter Silva, também, vai cobrar promessa feita pela CBF de que, nas duas etapas finais, haveria controle anti-doping. Nem que os clubes tenham que entrar com alguma quantia, é da maior importância que se faça uma rigorosa fiscalização. O esporte, hoje, seja ele qual for, fica sob suspeita, se não for adotado, compulsoriamente, o sorteio de jogadores pro exame anti-doping.

Um urubu no Flamengo
Se Oswaldo Oliveira não está dando jeito no time do Flamengo, é sinal de que ninguém mais dará. Trata-se de um técnico estudioso, de paciência franciscana, com uma retórica facilmente aceita pelos jogadores. Desconfio que os desencontros políticos na cúpula rubronegra tem conspirado contra o equilíbrio emocional da equipe. É claro que o elenco, na média, é da mais baixa extração técnica. A começar pela zaga, onde pontifica (!) o capitão Fernando, que pode figurar no rol dos defensores indefensáveis do futebol brasileiro.
Não passa um dia sem que haja uma desavença no comando político do Flamengo. Ronda o clube a sombra maldita de gestões catastróficas, sob todos os títulos; administrativo, político e, sobretudo, ético.
Agora mesmo, estamos vendo, envergonhados, um ex-presidente do Flamengo, sob sérias acusações de tenebrosas tramóias contra a Receita Federal. Pois bem, esse mesmo Edmundo dos Santos Silva, que fez misérias no Flamengo, acabaria defenestrado da presidência, mas, de certo modo, absolvido. Acredite quem quiser: o processo aberto contra ele, dentro do clube, foi abafado e, por fim, arquivado. E mais: o conselheiro Paulo Cesar Ferreira, o homem que levantou um consistente dossiê contra Edmundo, foi suspenso e, por um triz, escapou de ser expulso do clube.
Positivamente, um urubu pousou na sorte do Flamengo...

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