1) O futebol não esperou muito pra me dar razão, quando eu dizia, nesta coluna, que o Campeonato Brasileiro deste ano haverá de ser tão empolgante quanto o do 2001. Na primeira rodada, já se viu alguns jogos de bom nível. Já se viu, também, gente boa de bola, tanto da novíssima geração (Diego) quanto da nova (Kaká) e até mesmo da velha geração (Romário). Louvores do futebol.
2) O vôlei masculino brasileiro anda em festa pelos 10 anos de medalha de ouro olímpica em Barcelona-92. Doce lembrança. O astral pode ajudar a nova seleção, uma das candidatas a vencer a Liga Mundial. A parada, porém, é duríssima. Dois jogadores fazem a ponte do tempo entre as duas competições: Giovane, braço de marfim das cortadas triunfais, e Maurício, o levantador de 500 partidas jogadas pelo Brasil, já consagrado o maior levantador do vôlei mundial.
3) A temporada do Master Series está reabilitando o tênis internacional que andava meio sem graça. Los Angeles, Toronto, Cincinatti, sobretudo Cincinatti, nos deram jogos impecáveis, do mais alto nível. A final entre Moyá e Hewitt culminou uma sucessão de partidas magistrais. O espanhol Carlos Moyá foi a grande estrela da semana. Passou por sete rivais, sem jamais ter perdido um 'set' que fosse. Mais invicto, ninguém. Na ATP, cada partida é eliminatória. Quem ganha o título, automaticamente, saiu invicto. Não é fácil, porém, alguém ultrapassar sete pedreiras sem perder um 'set'. Pois foi o que fez esse fleumático catalão chamado Carlos Moyá.
4) Kaká, o cérebro do time do São Paulo, disse, depois do jogo com o Paysandu, que não tem medo de responsabilidade. Falou o que todos estamos cansados de saber. Quando chutou a primeira bola de súmula, ele já demonstrava como é soberbo o seu futebol. Há pouco tempo, quando o entrevistei pro meu programa, no Sportv, ele me confessava: ''As melhores lições de liderança eu aprendi com o Raí.'' Alguns colegas acham que Kaká ''está mais maduro''. Pois eu vos digo uma coisa que o futebol me ensinou: craque, mal acabou de nascer, já está maduro.
5) A direção do Corinthians não está nada bem na foto. Não é correto sair pela Europa, a oferecer, de porta em porta, por preço de ocasião, um jogador da estirpe de Ricardinho. É, no mínimo, um constrangimento. Está na cara que não há ninguém, lá fora, realmente, de olho no jogador. Pode até ser que haja clubes querendo o craque. Um craque, todo mundo quer. Acontece que o futebol deles já não está mais nadando em dinheiro. Vive em notória recessão. Se houvesse um real interesse, por lá, é claro que já estaria em São Paulo um sôfrego emissário, tentando enfeitiçar a cartolagem corinthiana, com um saco de euros.
O resto é literatura do simpático doutor Citadini.
Invenções da Fifa
A Fifa já disse que, na Copa-2006, a novidade é ter mais dois árbitros, um atrás de cada gol. Pretendem reforçar a vigilância sobre os lances na pequena área e pertinho da linha de fundo, onde acontecem coisas que o bandeirinha não vê. Uma idéia, no mínimo, esdrúxula. Platini, que é membro da Fifa, ficou mal impressionado com o bandeirinha que anulou um gol de Morientes, em bola cruzada pelo espanhol Joachin, no jogo Espanha e Coréia do Sul. O bandeira, da federação da Caixa-Prego, achou que a bola tinha saído, quando, na verdade, no instante do centro, estava um palmo aquém da linha de fundo. Outra novidade, esta menos extravagante: na Copa-2006, a Fifa só escalará árbitros que tenham apitado, juntos, nos campeonatos domésticos, durante, pelo menos, cinco meses; os cinco meses que antecederem o mundial.

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