Tem seleção, hoje. O adversário anda meio por baixo, na Europa, mas sempre exaltou o futebol, ao contrário da Islândia, que entende tanto de bola quanto cartola entende de ética. Na verdade, é um jogo, com sotaque de treino. Ao menos, pra dois jogadores: Ronaldinho e Luizão. Por favor, não venham me dizer que esses dois atacantes vão jogar pra valer. Não se joga futebol sem um mínimo de condição de jogo e condição de jogo, todos sabemos, vem a ser forma física e técnica. Ronaldinho não entra em campo, pra valer, há cerca dois anos; o outro, há mais de dois meses. É claro que não se deve nivelar os dois. Ronaldinho tem bola de craque; Luizão, de bom jogador e nada mais.
Ronaldinho e Luizão são trunfos do técnico Felipão. Ronaldinho, disparado, bem maior que Luizão. Ambos, porém, ainda têm muito que gramar. Ritmo de jogo, tempo de bola, auto-confiança, força física, nada disso cai do céu. Não adianta ser do ramo. É preciso estar em dia com todos os fundamentos do jogo. Ronaldinho e Luizão pertencem à mesma dinastia dos atacantes, acima de tudo, de explosão. Se Ronaldinho jogar a metade do que jogava, aí, amigos, pela primeira vez, eu o chamarei de fenômeno. Pra mim, fenômeno, só houve dois: Pelé e Garrincha.
A maior prova de que os dois estão fora de forma é que nenhum dos dois tem sido escalado em seus times. Luizão entrou um pouquinho, domingo, no jogo do Grêmio com o Cruzeiro. Foi como se não tivesse entrado. Zero à esquerda. Ronaldinho, por sua vez, nem no banco esteve, domingo, quando o Inter derrotou o Roma e se isolou na liderança italiana. Tanto Tite quanto Hector Cuper sabem que não podem precipitar o retorno de seus jogadores só porque o Felipão precisa dos dois na seleção, o mais depressa possível. Ora, ora, o problema da seleção é um, mais adiante; o do Inter e do Grêmio é bem outro, imediato. Estão em plena competição.
O resto é capricho de Felipão. Capricho que pode custar caro à seleção.

RÁPIDAS E RASTEIRAS

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