Luis Felipe Scolari já põe a mão na massa, mas ainda não ganhou nada com a seleção. Até porque a seleção só joga a primeira, em julho, contra o Uruguai, em Montevidéu. Dá pra ver, porém, que Felipão tem feito, em Teresópolis, um trabalho que inspira otimismo. Scolari, misto de general e sargentão, não precisa é ficar martelando o tempo todo essa história de tática. Quando se tem um time de craques, o melhor é deixar o barco correr, sem grandes amarras. A tática, mal assimilada, bitola. A seleção é bem servida de excelentes jogadores. É verdade que a maioria já vem de alguns fiascos, intragáveis fiascos que eu não debitaria especialmente a nenhuma equação, seja 4-4-2, seja 9-5-4 noves fora, nada. O que não se tem visto, nos nossos craques, é uma arma singela chamada empenho. Encharcar a camisa, debulhar em campo o próprio coração. Revejam, amigos, os jogos no teipe das eliminatórias: do Equador à Argentina, do Uruguai à Bolívia, todos andam correndo mais, lutando muito mais. A bola dos brasileiros rola, pretensamente soberana. Correr, que é bom, corre pouco.
No dia em que resolver trocar a pose pelo entusiasmo, pela febre de lutar, pode escrever: a seleção voltará a jogar bem, irresistivelmente bem. E daí a vencer é um nada. Pra isso, a receita é uma porção de tática, três de coração. Quanto ao Felipão, que ele seja menos general e mais sargentão. No bom sentido da patente...

UM EXEMPLO

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