Na Grande Área - Armando Nogueira
Lulli mora em Miami, mas não perde de vista o Brasil. Gosta de futebol. De lá, com seu belo perfil de palmeira imperial, pede notícias. Não seja por isso, amiga.
O teu Flamengo pode virar massa falida num tribunal da Suíça. Ou mesmo por aqui. É só o Romário cobrar, na Justiça, quatro milhões de dólares que lhe são devidos pela insanidade política rubro-negra. Ou, então, o Gamarra, que não recebe há três meses, soltar os cachorros em cima de Edmundo Santos Silva: Quiero mi platita! A platita, no caso, são 200 mil dólares por mês!
No mais, é ver o Roma comendo a bola, o Cássio, idem, o Juan, idem, idem. Os menininhos correndo e os cartolões se fartando.
Não sei se queres notícias do Vasco da Gama, que vem a ser a outra potência do futebol brasileiro. Em São Januário, também, tudo são flores: o dinheiro sumiu, o Rodrigo Pessoa não vê a cor do dinheiro, há meses. Caiu do cavalo. Igual à Fernanda Venturini, igualzinho ao Charles Byrd que, aliás, já bateu asas e foi pousar noutra freguesia. Igualzinho ao Manoel Tobias que depois de levar um beiço de Eurico, foi embora pra Santa Catarina.
A novidade é que vão lançar a candidatura de Eurico Miranda ao Prêmio Nobel da Paz, de 2001. Brigou com a TV Globo, brigou com a CPI do Senado, brigou com metade da imprensa carioca, brigou com o Clube dos Treze, brigou com o parceiro financeiro, a tal de Vasco Licenciamentos, brigou com o Garotinho, brigou com Juninho Pernambucano, brigou com a Sandra do vôlei.
E assim caminha o futebol brasileiro: o Botafogo está se desmilinguindo no claro-escuro de uma administração muro baixo. O time do futebol está vivendo de brisa. A pendura é geral.
No Botafogo, não se fala em dinheiro, há séculos. Vão acabar ressuscitando o amadorismo. Aliás, há muitos e muitos anos, foi justamente o Botafogo um dos clubes que mais resistiu ao profissionalismo.
O Wanderley Luxemburgo, lembras dele, Lulli? Voltou ao Corinthians, onde, há alguns anos, ganhava mais que um sultão do Brunei. Agora, trabalha no clube por cinco mil reis de mel coado e o que lhe resta ainda repassa, a título de óbolo, a um clube de basquete do interior de São Paulo. Mas é fora de dúvida que deu um jeito no Corinthians. O time voltou a jogar bem e bonito como acontece com as equipes de Luxemburgo. Menos a seleção, naturalmente. Com ele, a seleção desapontou e desapontou feio. No mais, o futebol brasileiro continua a merecer a praga de um dilúvio que o passasse a limpo por muito tempo.Beijos do amigo.
Finc e seus irmãos





