Na Grande Área - Armando Nogueira
A grande polêmica neste início de temporada do Mundial de Fórmula 1 é a liberação dos componentes eletrônicos, principalmente o controle de tração que será novamente permitido. A discussão já começou logo no primeiro GP do ano, na Austrália, quando alguns pilotos disseram que a Ferrari já teria utilizado este controle, até então proibido. Mas nada foi provado.
A nova realidade da F-1 poderá ser verificada a partir do dia 29 de abril, no GP da Espanha, quando estes componentes estarão liberados. Até lá o que vai existir serão suposições sobre quem vai ter vantagem se a Ferrari ganhar mais uma corrida a disputa ficará sem graça.
Com a volta da eletrônica na F-1, o que vai mudar? Primeiro, já na largada, bastará ao piloto manter o pé no acelerador que a embreagem automaticamente irá funcionar, a potência do motor terá um limite pelo controle de tração e as marchas serão trocadas, tudo isso sem a participação do piloto! Não é emocionante?
Nas curvas então, bastará ao piloto pisar no freio para as marchas serem reduzidas, sendo que na saída das mesmas o sistema de tração o fará perder o mínimo de tempo. Restará saber se, em caso de vitória, quem levará todas as honrarias: o piloto ou o carro. Parece que este filme já foi visto e não teve sucesso. Vamos aguardar.
Nada menos que 12 pilotos paranaenses estarão em ação nesta temporada nas principais categorias do automobilismo internacional. Na Fórmula 1, Enrique Bernoldi, na Arrows, e Tarso Marques, na Minardi, tentam mostrar serviço para, quem sabe, despertarem o interesse de alguma equipe de maior porte em 2002, o mesmo acontecendo com Ricardo Zonta, que agora é piloto de testes da Jordan.
Na F-3000, categoria de acesso a F-1, os irmãos gêmeos Ricardo e Rodrigo Sperafico e Jaime Mello Jr., iniciam no próximo dia 30 deste mês, em Interlagos, suas caminhadas rumo ao título. Esta será a primeira prova da categoria no Brasil. Já o curitibano Augusto Júnior, que tem sua carreira traçada desde quando começou no kart, agora, aos 17 anos, disputará simultaneamente os campeonatos Europeu e Italiano de Fórmula Renault.
Outra parte de pilotos brasileiros optou pelo automobilismo norte-americano. Se na Indy está apenas Maurício Gugelmin, na Indy Lights o curitibano Nilton Rossoni inicia sua escalada rumo a conquistas maiores. Ele é o atual campeão da Barber Dodge e o único brasileiro na Indy Lights este ano. Na Barber, que começou no último sábado, a vitória foi do toledano Alexandre Sperafico, com seu primo Rafael terminando em sexto. Um belo início de temporada. Para encerrar, na Skip Barber (uma espécie de categoria-escola) está o também curitibano Júlio Campos. É o Paraná fazendo bonito lá fora.





