No momento em que tem o seu nome cogitado para ser técnico do Palmeiras – no qual teve a melhor fase de sua carreira –, o técnico Wanderley Luxemburgo volta ao noticiário pela estrada da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado. A procuração autorizando seu amigo Sérgio Malucelli a fazer negócio nos Estados Unidos coloca o treinador novamente na linha de frente das investigações da CPI. E desta vez, a intenção da Comissão é não ter a mesma tolerância que foi mostrada no primeiro depoimento de Wanderley, quando muitas perguntas ficaram sem respostas.
Enquanto em Brasília a situação se complica, no Parque Antártica sopra uma brisa a favor. Com a discrição que um processo desse tipo exige, dirigentes, conselheiros e torcedores articulam possível retorno de Wanderley ao Palmeiras. Mostram os resultados obtidos no clube e exaltam a sua capacidade profissional. São argumentos incontestáveis, mas não creio que seja o momento do técnico voltar a respirar futebol. Todos os fatos que o envolveram nos últimos tempos estão vivos e na primeira ida à beira do campo, na primeira instrução ou protesto quanto a uma marcação do juiz, o coro das arquibancadas será implacável, irônico, venenoso e sem direito a réplica.

VOLTA SEM PRESSA

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