Adoçaram a boca do presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Sousa. Como é esperta a elite do futebol brasileiro. Levou um tombo com a petulância daquele time vestido de azul. Quando percebeu, o São Caetano já estava sentado à mesa, sabendo usar os talheres, diferençando a taça de vinho tinto da de vinho branco. A contragosto todos assistiram a chegada da equipe na final da Copa João Havelange e sentiram que era necessário mudar o paladar do convidado indesejável.
Cessaram com ameaças infundadas sobre uma possível exclusão na próxima Libertadores da América, com respaldo da lei criaram uma terceira partida contra o Vasco e empurraram um carrinho de brigadeiros e quindins para o clube de São Paulo. Daqueles de churrascaria, com dois andares dos mais variados doces. O presidente experimentou – já está na curta história do São Caetano como o homem que dirigia o clube na final da Copa JH – gostou e o finalista menos ilustre da competição, apesar da estatura de Davi e torcida nacional, abriu mão de se transformar naquele cisco no olho que faz oftalmologista consultar os livros.
Frequentador antigo deste andar de cima, crítico poucas vezes e mentor outras do que lá se passa, o presidente da Federação Paulista, Eduardo Farah, olha com reticência a sedução dos caciques para o São Caetano. Tanto que gostaria de ver o clube mais rebelde, até porque tem munição para atirar. Mas os ‘‘caciques’’ apresentaram um folheto com muitas vagas na garagem, amplas salas, quartos espaçosos e terraço. É sedutor, mas o que Nairo não sabe que deste paraíso só se olha para o inferno.

NÃO É ASSIM QUE SE FAZ

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