Na Grande Área - Armando Nogueira
A Copa JH pode acabar mesmo é em novo jogo, possivelmente, em campo neutro. Essa era a tendência dos cartolas, no fim de semana, quando pediram uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, o desembargador Luis Zveiter. O encontro previa a participação do Clube dos Treze, do Vasco e do São Caetano.
A idéia de uma nova partida que ganha corpo no Clube dos Treze bate com o desejo do Vasco da Gama, embora ainda esbarre na resistência do São Caetano. Mas, que cacife político tem um clube modesto que não pertence ao cartel dos grandes clubes? O São Caetano, se pudesse escalar o time que o projetou, talvez até topasse a idéia. O diabo é que a equipe já está desfigurada. De qualquer modo, qualquer saída será melhor que a sugestão obtusa de dividir o título entre os dois finalistas.
De boa fonte, fiquei sabendo que a súmula do árbitro Godói desapontou o tribunal. Não que se esperasse uma carga contra o Vasco da Gama, da qual poderia resultar a punição do clube com a perda dos pontos. A súmula teria sido considerada um furo nágua. Godói não faz qualquer juízo sobre a situação, atribuindo sua decisão de suspender a partida à autoridade policial, que, por sua vez, mencionou uma ordem superior, adotada, principalmente, em respeito às vítimas da tragédia. E mais não diz. Em suma, o árbitro Godói afinou...
Quanto ao São Caetano, é claro que sua posição no chamado contexto é extremamente frágil. Se bater o pé, criando problema pro Clube dos Treze certamente perderá um apoio político fundamental, no momento em que a cartolagem sulamericana manobra torpemente pra barrá-lo da Libertadores.
Ninguém se esqueça de que o Clube dos Treze é um poderoso cartel que faz um jogo de cena, mas que, no fundo, é farinha do mesmo saco da CBF, que é, no duro, quem dá as cartas brasileiras na política sulamericana.
O São Caetano está na mão das feras.
O NOVO SÉCULO





