Na Grande Área - Armando Nogueira
Depois da lambança do craque do século, a FIFA proclama Zidane o melhor jogador do ano 2000. Se bem pergunto: por que? Pelo que jogou o francês no time do Juventus? Na Copa Europa? Que eu visse, Zidane não foi além do que vem sendo, há anos: um intermitente armador de ataque, omisso até mesmo no cerco ao adversário. Inferior ao português Figo que o suplanta em agressividade técnica e em constância. Não falo de Rivaldo, o terceiro do ranking, por que sai ele de uma temporada obscura, sobretudo, na seleção nacional.
A FIFA é uma senhora cascateira que norteia suas decisões segundo o padrão europeu. Do contrário, não teria ignorado o cenário sulamericano, notadamente, Argentina e Brasil. Pra um Zidane, dou um Juninho, qualquer um dos dois do Vasco da Gama e quero troco. Ambos muito mais inventivos, muito mais dinâmicos e muito mais decisivos que o nº1 da FIFA.
Se atravessarmos a fronteira, vamos encontrar dois craques da melhor estirpe: Aimar, do River Plate e Riquelme, do Boca. Não há como Zidane ter jogado, em qualquer tempo, o belo futebol que jogam esses dois craques da nova geração argentina.
A FIFA de João Havelange já cometia suas marotices, tais como fazer dois mundiais no México, em menos de 20 anos. Repito: fez muita coisa discutível, mas nada que se compare às sandices que anda cometendo o atual presidente. Blatter é dessas criaturas que só vêem a vida pelo ângulo indigente do beco. O homem, certamente, jamais conseguiu ver a linha do horizonte.
CPI NELES!





