Juro a meus leitores que, hoje, encerro minhas incursões ao assunto FIFA-eleição do craque do século. A FIFA não merece que tomemos o tempo das pessoas toda vez que seus cartolas cometem uma estupidez contra o futebol. Vamos, pois, ao fato que resultou na escolha de Maradona como o melhor jogador do século aos olhos da cibernética. O critério da FIFA pra votação limitou-se a pedir o nome do internauta, o país de residência e o endereço do e-mail. Nada mais.
Vejam o que escreve o jornalista argentino Daniel Balmaceda, em coluna assinada na revista ‘El Gráfico’: ‘‘A única coisa que a FIFA controlava era o endereço eletrônico.’’ Que fez, então, o eleitorado argentino: cada um inventava milhares de endereços e, dali, a mesma pessoa ia despachando votos aos milhares. A maioria, claro ia pra Maradona. O próprio articulista, em tom de mais pura gozação, confessa que sua tia Mecha esbaldou-se de votar em quem lhe desse na telha, ela que de futebol entende tanto quanto entendia tia Zulmira, a macróbia e sapiente parenta de Stanislau Ponte Preta. Daniel Balmaceda confessa que, assinando George Bush, votou em Eusébio e com o nome de Al Gore, preferiu o alemão Gerd Muller e usando o nome de Gandhi, por sua vez, ficou com Garrincha...
A galhofa do cronista de ‘El Gráfico’ dá a medida da leviandade do presidente da FIFA que, por sinal, tem a cara de vendedor de relógio nas esquinas de Zurich.
Positivamente, Maradona está acima, muito acima, do pleito fajuto que acaba de elegê-lo o craque da Internet, em eleição da FIFA que, todos sabemos, nasceu com a vocação do erro.
FIFA, cafifa.

O SUFOCO DE DATAS

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