É voz corrente que a matemática é uma ciência exata. Dois e dois são quatro. Quando, porém, entra em cena o futebol, a coisa muda um pouco de figura. Fora os algarismos de um placar, as contas podem perfeitamente não fechar com exatidão. É o que se passa com a dança dos times na Copa João Havelange, sujeitos todos a cálculos de probabilidades.
A essa altura, já foram disputadas 258 partidas. Faltam 42. Será, então, que já pode afirmar, com certeza, quais são os 12 classificados? O meu guru informático, Lauro Araújo, não tem feito outra coisa, nos últimos dias: ele soma daqui, calcula dali, pondera mais adiante, pra acabar me dizendo, com prudência, que Cruzeiro, Vasco, Fluminense e São Paulo já estão garantidos. Em situação oposta, Lauro relaciona Atlético-MG, América-MG, Corinthians, Coritiba, Gama e Santa Cruz. Os seis já teriam dançado. Nenhum deles alcançará 34 pontos que seria o mínimo dos mínimos na soma de pontos pra classificação.
As contas de meu guru dão Ponte Preta e Atlético Paranaense com 99 por cento de chances de classificação. No mesmo embalo, com 98 e 97 por cento, estão outros dois: Sport Club do Recife e Goiás.
Restariam então, quatro vagas numa briga de foice nas trevas entre nove e até mesmo 11 equipes, a saber: Bahia, Inter, Grêmio, Botafogo, Portuguesa, Vitória, Palmeiras, Flamengo, Guarani, Santos e Juventude. Os dois últimos entrariam na equação combinatória porque, embora moribundos, ainda respiram...
Enfim, estamos todos cansados de saber que, à margem dos arranjos e combinações, existe uma bola que rola, soberana e indiferente à suposta tirania dos números...

SOB O MANTO DO DAC

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