Na Grande Área - ARMANDO NOGUEIRA
Guga começou Roland Garros, já empolgando a quadra Suzanne Lenglen, que é, ao lado da Central, o piso dos eleitos do torneio. Passou, com sinal verde, por um jovem sueco de sobrenome nada viking: Vinciguerra. Deu pra notar que Guga não forçou o primeiro serviço, certamente, querendo poupar a musculatura lombar que anda rateando, ultimamente.
Uma das mais notáveis evoluções técnicas de Guga é, sem dúvida, a esquerda que, no princípio da carreira, era inferior à direita. Hoje, as duas se equivalem; e eu diria, até, que o revés de Guga já incomoda muito mais o adversário do que o forehand. A rigor, uma e outra são impecáveis. E é, justamente, nesse ponto que Guga desequilibra e se distingue da tropa: ele é um dos poucos tenistas que não precisa fugir de uma esquerda pra golpear de direita. Venha como vier, venha pra onde vier, a bola volta, precisa e certeira.
Pra mim, uma das coisas mais preciosas do tênis, hoje em dia, é a esquerda de Guga, irrefutável no golpe paralelo e que, agora, está enriquecida com bolas cruzadas. O revés do rapaz está cada vez mais angulado.
Que Deus o conserve assim.
Melhor de cinco sets





