NA GRANDE ÁREA - Armando Nogueira
É fora de questão que o calendário do futebol brasileiro é uma total insanidade. Embola tudo: campeonato regional, Copa do Brasil, Libertadores. Como é impossível conciliar as três frentes, os clubes acabam escancarando suas preferências. Mais dia, menos dia, veremos que duas competições sobreviverão: a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. A Copa do Brasil, quem sabe, ainda terá algum futuro, na medida em que é um caminho pra chegar à Taça Libertadores. Já os regionais, como todo respeito à rivalidade, os regionais, repito, vão ter que ser repensados. Duvido que a Globo, com todo cacife que tem, vai deixar que o Cabo Frio e o Araçatuba continuem a consumir datas de uma folhinha que, nos dias de hoje, vale ouro.
É só ver como os grandes de São Paulo estão tratando o Campeonato Paulista. Não só o paulista, mas a própria Copa do Brasil. Corinthians e Palmeiras disputaram dois terços do regional com times suplentes. Até na Copa do Brasil, tem sido assim.
Pra contornar a angústia de tempo, uma boa saída talvez fosse o Clube dos Treze, em parceria com a CBF, fazer como os Maias que juntavam dois calendários: o solar e o religioso. Um entrava com 365 dias e o outro, com 260 dias. Os dois se justapunham, mas no caso brasileiro, podiam perfeitamente se somar. É só apelar pro jeitinho brasileiro...
Partir por partir





