Nem viagra ou Ronaldinho dão jeito

Dias atrás encontrei um candidato a vereador que havia sido multado pela Justiça Eleitoral em R$ 21 mil por propaganda antes do prazo previsto pela lei. Mesmo chateado com a pancada que levou do TRE, viu um lado positivo:
- Como saiu meu nome em todos os jornais, rádios e TVs, pelo menos agora toda a cidade sabe que eu sou candidato.
Pois bem, você deve estar se perguntando:
- ''Êpa!! Errei de coluna, essa está com cara de política.
Como diria Romário: calma parrrceiro, a coluna é de esportes. Só a iniciei contando a história do candidato para dizer que sempre é possível encontrar algo positivo, mesmo quando os dois olhos estão inchados pela porrada. Se você estivesse nesta situação, por exemplo, poderia pedir folga no trabalho e ficar em casa ''ouvindo'' televisão.
Ontem o presidente do Londrina, Carlos Alberto Garcia, mesmo sem estar num confessionário, assumiu a culpa pela situação que o clube passa dentro de campo. É verdade, a culpa é dele. É culpa dele ter desejado realizar um sonho antigo, retribuindo um pouco ao clube o que muito recebeu em prestígio e alegria. Garcia cometeu o mesmo erro do jovem que está iniciando na vida sexual. O garoto quer mais é quantidade. Já o experiente prefere a qualidade.
O problema é que a qualidade que ele conseguiu depois da quantidade foram quantos jogadores a vestir a camisa do Tubarão desde o início do ano? 30, 40? , chegou num momento em que todos estão brochados, elenco, torcida, mídia. Hoje, não há viagra ou Ronaldinho que resolva.
Como não há milagres no futebol do tipo com treizão por mês monta-se time competitivo, é uma ilusão imaginar que o Londrina irá permanecer na Série B. O aprendizado adquirido nestes poucos meses à frente do clube foi muito importante principalmente se Garcia quiser continuar sendo dirigente de futebol. O mundo empresarial em nada se assemelha ao que acontece nos bastidores desse esporte. São universos diferentes. É um mundo de malandragem e meias palavras. Nesse mundo, pouquíssimos dirigentes passam no teste da farinha, tantas as trairagens enfrentam no dia-a-dia.
O lado positivo é que, com a experiência adquirida, já dá para começar a planejar o time para a Série C. Não pensem que é cedo. Nunca é cedo.
- A jogadora Leila, do vôlei, fora da Olimpíada será uma tristeza, principalmente para os olhos.
- Dá prazer ver jogos em que o Atlético Paranaense está em campo. Independente para quem se está torcendo, sempre é um jogo de muitos gols. O bom é que jogo sim, jogo não, dá para cornetear os atleticanos.
- Para alegria de muitos e tristeza de poucos, estou saindo de férias, portanto, a coluna Na Geral vai dar um descanso para os leitores. Sem lágrimas ou xingamentos por favor.

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