NA GERAL
É tudo japonês
Estamos indo para a 14 rodada do Campeonato Brasileiro e nenhum time aponta como grande favorito ao título. Quem acompanha as partidas, sem a paixão do torcedor, nota que não há nenhum grande time. Tecnicamente todos parecem medianos. Um ou outro jogador de destaque, como Robinho e Diego, no Santos, Petkovic, no Vasco, Rogério Ceni e Luiz Fabiano, no São Paulo, Vágner Love, que até dias atrás estava no Palmeiras e só.
O revezamento na liderança, que já foi ocupado pelo São Paulo e Figueirense e agora nas mãos do Verdão também comprovam que há um equilíbrio grande. O pior é que o equilíbrio, para tristeza dos torcedores, não é porque os times tem muita qualidade e sim o contrário. Não é exatamente um futebol medíocre, mas não empolga. É burocrático. Está chato ver futebol.
- Kahê e Cahê. Os dois pertencem ao Palmeiras. O primeiro joga pelo Verdão. O segundo estava emprestado ao Londrina. O primeiro faz gols. O segundo fazia firulas. Com a dispensa do segundo pelo Londrina os dois voltam a se encontrar no Palmeiras.
- Futebol brasileiro só é de primeiro mundo dentro das quatro linhas. Fora delas é comparado com o tradicional futebol da República do Congo. Na Europa qualquer perna-de-pau que consiga dominar a bola e dar mais do que dois dribles vale milhões de euros. No Brasil, jogadores como Luiz Fabiano e Diego são negociados por valores inexpressivos.
- Certa vez um torcedor no Estádio do Café se questionava porque o atacante Cahê estava emprestado ao Londrina e não era titular do Palmeiras, seu clube de origem. ''O cara é driblador, habilidoso, tinha que jogar no Palmeiras'', comentava inconformado. Curiosamente a resposta estava no próprio gramado. Apesar de correr de um lado para o outro, as jogadas de Cahê raramente eram produtivas. Iam do nada para lugar algum. Apenas firulas infrutíferas. Talvez quando amadurecer um pouco e entender que o objetivo do futebol, mais do que dar dribles e fazer jogadas de efeito, é buscar e fazer gols, possa ser um bom jogador.
- Como diria Maionese, o mais famoso repórter de culinária de Londrina, quem está com saudades do Tubarão guerreiro pode assistir os jogos da Portuguesinha. No gramado, apesar de camisas diferentes da tradicional alviceleste, vão estar jogadores como Aléssio, Nem, Paraguaio, Marco Antônio, além de uma penca de juniores da Londrina Junior Team que não foram aproveitados pelo LEC. No banco ainda poderá ver o técnico Aranha, que comandava a equipe júnior do Tubarão e os ex-dirigentes, como Iran Campos e Jurandir Barrozo. De lambuja os jogos acontecem no Vitorino Gonçalves Dias (VGD) casa do Londrina.
- A vitória do Corinthians sobre o Coritiba, mesmo que justa, tem um porém: transforma todos os corintianos em autoridades. Já estão pensando em título brasileiro, Libertadores da América, Projeto Japão, Copa do Universo em Desencanto... Como diria o presidente Lula em sua fase de político de esquerda: ''Menas, por favor, menas''.





