Se eu fosse diretor de marketing do Londrina faria um reality show com jogadores, dirigentes e comissão técnica e venderia os direitos para a Globo ou o SBT, quem pagasse mais. Ou, talvez para ficar mais chique, para uma TV fechada, no sistema pay-per-view.

O dia a dia do clube é muito mais emocionante do que qualquer Big Brother. Em seis meses da nova administração o torcedor mais fanático já foi da alegria absoluta ao choro convulsivo. É muita emoção.

Não é preciso investir muito na produção pois os participantes já são monitorados, seja pelas canetas dos repórteres dos jornais, câmeras das tevês ou gravadores das emissoras de rádio, quase que 24 horas por dia. Quase, até porque, com exceção de algumas fãs do presidente Carlos Alberto Garcia, que o conheceram quando ele ainda era chamado de ''Beijinho'', poucos querem saber se ele dorme de pijama ou como veio ao mundo.

Uma equipe seria responsável por fazer uma edição dos melhores e piores momentos para os programas da madrugada.

Vamos recordar alguns desses momentos: Carlos Alberto Garcia realiza seu sonho de ser presidente do Londrina e é aclamado pela torcida, pela crônica esportiva e até o prefeito.
- Quem? O Wilson Sella?
- Não, o Nedson.

O técnico Lívio Vieira sofre um acidente vascular durante o início do Campeonato Paranaense e deixa a função nas mãos do então diretor de futebol Raul Plasmann.

Raul, que já havia se atritado com alguns dos antigos dirigentes do clube, briga com uma parcela da imprensa. Bem ou mal, o time que estava caindo pelas tabelas reage e chega entre os quatro primeiros.

Quando parecia que as coisas iriam engrenar para a disputa do Brasileiro, começam os novos rolos. Demissão de jogadores, troca de acusações, o presidente pede demissão do cargo, reconsidera, cai o técnico, contrata outro, chegam novos jogadores, cai outro técnico, o time vira saco de pancada, o supervisor assume, mais bate-boca, novas acusações de trairagem.

Dá ou não dá para fazer um reality show? É dinheiro em caixa. Tubarão Big Brother.

- Às vezes os dirigentes do Londrina lembram os Trapalhões dos bons tempos. Adoram fazer rir.

- Por falar em rir, o novo diretor de futebol do Londrina, José Eduardo Massariol, deve ser um homem feliz. Pelo menos é a imagem que ele passa no vídeo ao ser entrevistado nos programas esportivos da TV.
- E o Caio não é mais o técnico...
E ele sorri.
- O time está numa situação delicada...
E ele sorri.
É um homem feliz. Não se sabe ainda porque.
Talvez seja para ser diferente. Será que se o Londrina vencer o América-RN amanhã, no Estádio do Café, o homem vai dar entrevista chorando?

- Tudo bem que o tal de Once Caldas não é um bom time. Porém o São Paulo também não é. Tem um ótimo goleiro, uma linha de zaga fraca, um meio campo sem qualquer criativdade e um bom ataque. Aí não dá. Não venceu o primeiro jogo e, no segundo, virou pó na Colombia.

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