Acampamento corintiano, um negócio do futuro


Para quem é atento, o mundo dos negócios está sempre oferecendo oportunidades. Um tal de Bill Gates criou alguns programas de computador e ficou bilionário. Um farmacêutico inventou um xarope que se transformou no refrigerante mais vendido no mundo, a coca-cola. O João Milanez veio de Meleiro, em Santa Catarina, para Londrina, na época em que a cidade era pouco mais do que um povoado, e criou a Folha de Londrina, o maior jornal do interior do Paraná.
Pois é, o mundo dos negócios é cheio de oportunidades. Um novo negócio que está surgindo no Brasil e que ainda vai dar muito o que falar é o camping. Tudo bem, sei que você conhece o que é um camping e não vê nada de mais nisso. Mas não é um camping comum, em beira de praia. É um camping diferenciado, para atender públicos bem específicos: torcedores de clubes de futebol.
Anteontem um grupo de torcedores do Corinthians, magoados não sei exatamente com o quê será que ainda não se acostumaram com as goleadas? , resolveu acampar em frente à casa do presidente do clube, Alberto Dualibi. O objetivo seria pressionar o cartola para que resolva o problema da indigência do time.
Veja bem, os torcedores foram para lá intempestivamente, sem aviso, sem observar a infra-estrutura do local, se a área é suficientemente grande para instalar as barracas, trailers e home-bus.
O que o espaço em frente à casa do Dualibi oferece de opções de lazer para os corintianos além de ficar gritando e pedindo a demissão dele, do Roque Citadini, do Oswaldo de Oliveira, do Rincon, do Gil, do Fábio Costa do etc e também do etc... o que sobra para fazer? Nada.
Já num camping móvel o corintiano poderia oferecer, além da infra-estrutura básica como sanitários, duchas e local de refeição, opções de lazer como bater no Dualibi bobo (uma releitura do joão bobo). O torcedor lembra da goleada sofrida para o Atlético Paranaense e esmurra o Dualibi bobo. O boneco cai e volta, cai e volta. É uma forma de terapia desestressante, para liberar a agressividade sem precisar de deitar no divã.
Outro jogo interessante, também visando a liberação do sentimento de raiva seria o de dardos. O alvo poderia ter a imagem do Citadini.
Já um jogo que seria importante desenvolver para ser usado nestes momentos de estresse seria o xinga-rubro. Funciona assim: o cara se posiciona em frente a um boneco com a imagem do técnico Oswaldo de Oliveira e começa a xingá-lo. A imgem, acoplada a um sistema computadorizado, avalia o nível do xingamento. Quanto mais grosseiro, mais alta é a nota e mais vermelho fica o rosto do boneco.
Como seria um camping móvel, ele poderia ser contratado por qualquer torcida. Palmeirenses irritados com o Musfatá Contursi; vascaínos p da vida com o Eurico Miranda; santistas infelizes com Vanderlei Luxemburgo; londrinenses insatisfeitos com a campanha do Londrina...

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