NA GERAL
A Era Caio Júnior
Amanhã começa a Era Caio Júnior à frente do Londrina. Palavra bonita é essa ''era''. Ela pode significar um período de tempo ou algo que não é mais. Por exemplo: Caio Júnior assumiu o time e, se conseguir bons resultados, poderá no futuro, ser lembrado como um dos responsáveis pela ''nova era do Londrina''. Porém, se a campanha for ruim: ''Caio Júnior já era''. Não é nada pessoal, apenas a realidade do futebol brasileiro que prefere trocar um técnico, em caso de insucesso, do que os jogadores.
O que dá para esperar para o jogo de amanhã no Estádio do Café entre Londrina e Ituano? Bom, a gente que é daqui, espera a vitória do Londrina para apaziguar de vez a turbulência das últimas semanas.
O técnico Caio Júnior teve poucos dias para descobrir quem é que realmente joga no Londrina. A não ser que os óculos que ele usa garantam uma visão especial, deve ter visto que a qualidade técnica é fraca, faltam laterais eficientes, a zaga não é muito confiável, o meio cria pouco e o ataque quase não marca gols. Fora isso ele quase não terá problemas para escalar o time. Xô urubu!!!
É lógico que isso é exagero, mas só um pouco. Mesmo com um time fraco tecnicamente é possível fazer uma boa campanha na Série B do Brasileiro. Nesse caso pesa o trabalho do treinador. É preciso estratégia definida e entendida pelos atletas. É exatamente isso. Não adianta mostrar um excelente plano de jogo no quadro se os jogadores não entenderem qual tarefa devem executar. Se der, é bom combinar também com o adversário. Como isso nem sempre é possível, é essencial que o grupo saiba o que deve fazer. Para que isso aconteça o papel do treinador é imprescindível.
Jogador brasileiro tem mania de achar que com a habilidade é possível resolver tudo. É uma grande besteira. Ontem, por exemplo, havia um caminhão de grandes jogadores nas seleções do Brasil e da França, no amistoso em comemoração aos 100 anos da Fifa. De nada adiantou. O placar ficou lá, sem ser mexido. Como não há craques no Tubarão, os jogadores devem ter consciência que é preciso aplicação tática e esforço dobrado. É a saída.
- Zagueiro sofre. Os jogadores do Santos perderam vários gols. Robinho, no início do primeiro tempo recebeu a bola de Diego e, na cara do gol, bateu de chapa, deslocando o goleiro, porém, a bola foi para fora. Foi lindo, de uma plasticidade mágica. O zagueiro Pereira saiu mal e entregou uma bola para o atacante Valentierra, do Once Caldas, permitindo o empate aos 43 minutos do segundo tempo. A culpa, óbvio, foi do zagueiro.
- Já pela Copa do Brasil, o Corinthians também encontrou um culpado pela derrota por 2 a 0 para o Vitória: o árbitro, é claro. Logo a classe dos árbitros, que tanto já colaboraram com o Corinthians. Aos 48 do segundo tempo, num lance na área do Vitória, Rincón cabeceou escorado por um zagueiro. Reclamou pênalti. Por milagre, desta vez, o árbitro não deu. E o Corinthians reclamou. Que injustiça.





