NA GERAL
O dinamismo do futebol
Nada é mais dinâmico que os bastidores do futebol. Quando você acha que as coisas estão mais calmas há uma nova reviravolta. Veja o caso do Londrina Esporte Clube: em 20 dias o presidente do clube, Carlos Alberto Garcia, brigou com radialistas, ameaçou renunciar, voltou atrás, o time foi goleado pelo mais ou menos Brasiliense em casa, empatou com o líder da competição Santa Cruz em Recife, trocou de técnico e ontem veio a confirmação da saída do ex-técnico e ex-diretor Raul Plasmann.
Isso sem contar a falta de dinheiro que assombra quem senta na cadeira do presidente.
É de tirar o fôlego, um turbilhão sem fim. Uma vez o ex-presidente do clube Agostinho Miguel Garrote disse que o Londrina era uma espécie de milagre diário. A explicação do ex-dirigente é simples: uma empresa comum quebraria antes de sofrer metade do que o Londrina passa diariamente.
Curiosamente esse tumulto não é exclusividade do Londrina, é quase padrão entre os clubes brasileiros. A falta de sequência, do chamado planejamento a longo prazo, é o maior empecilho para a profissionalização.
Por isso é que considero ruim a saída de Raul Plasmann da equipe diretiva do clube. Plasmann, desde que assumiu a diretoria de futebol, vinha colocando certa ordem na casa, definindo funções, cobrando resultados, deixando mais profissional o departamento. O Tubarão perde com a saída dele.
- O São Paulo achou que iria atropelar o Paraná Clube no Morumbi. Poderia, mas não conseguiu. Não por falta de futebol mas porque o Tricolor do Morumbi não teve a metade da vontade demonstrada na partida contra o Rosario Central pela Copa Libertadores da América no meio da semana. É a velha história, são 11 contra 11 e a bola é redonda. Quem está mais concentrado acaba levando vantagem. O Paraná estava e aproveitou os vacilos do São Paulo.
- Já o Corinthians parece que começa a acertar o passo. O time continua com um elenco muito fraco. Não deve cair, mas dificilmente poderá ambicionar mais do que aquele limbo que fica entre os que disputam o título e os que brigam para evitar o rebaixamento. Mas o técnico Oswaldo de Oliveira já está conseguindo colocar na cabeça da equipe que, se não há talento, vai na garra e na melhora do posicionamento tático.
- Já o Palmeiras, que também tem um time mediano, percebeu, na derrota para o Cruzeiro, que nem de longe é o mesmo do ano passado, que o caminho será cheio de espinhos.
- França e Brasil. Não adianta dizer que é só um amistoso comemorativo pelos 100 anos da fundação da Fifa. Depois dos últimos confrontos, aquele vice-mundial em 1998, entalado até hoje na garganta, nada melhor que uma partida com tantos craques em campo, para mostrar quem é que manda. Que seja o Brasil.





