NA GERAL
É para roer as unhas
Manicures de todo o Brasil estão em festa. São as maiores fãs da Copa Libertadores da América, competição que reúne os melhores times da América do Sul e do México. Os jogos da Libertadores, principalmente nas fases de mata-mata, como agora, aguçam sensivelmente o prazer de roer as unhas. Não há jogo que o torcedor não roa compulsivamente as unhas como ficou provado nas partidas entre Santos e LDU, na Vila Belmiro, e São Paulo e Rosário Central, no Estádio do Morumbi, ambos decididos nos pênaltis. As manicures agradecem o aumento da freguesia angustiada para recuperar as unhas até o próximo jogo.
Com exceção do São Caetano, que não leva torcedor em campo nem em velório de dirigente, os estádios brasileiros ficam lotados quando está em jogo a Libertadores. Além do prestígio internacional, a competição garante a ida do campeão ao Japão disputar a final mundial interclubes com o campeão europeu.
Mas até chegar lá, haja sofrimento.
O Santos, agora com Luxemburgo, penou na terça-feira para passar pela LDU, mas nem de longe se comparou ao sofrimento dos sãopaulinos na partida de quarta-feira contra o Rosário. Logo de cara, o desatento Marquinhos perdeu a bola e a laboriosa defesa tricolor viu o atacante argentino Herrera fazer carreira, quem sabe em homenagem ao compatriota Diego Maradona, em direção ao gol, batendo o goleiro Rogério Ceni.
Foi o único chute a gol argentino durante todo o primeiro tempo.
Quando tudo parecia se encaminhar para o mais intenso purgatório, o técnico Cuca colocou em campo Grafite que agora, depois de sua soberba atuação, foi batizado pelo colunista deste jornal e filósofo sãopaulino Osvaldo Militão, como Mont Blanc Special Serie, que é mais o perfil do São Paulo.
Pois é, Mont Blanc Special Serie, o antes Grafite, escreveu seu nome na história tricolor. Fez dois gols e ainda marcou o seu na disputa das penalidades.
Melhor que ele apenas o Rogério Ceni, agora, Rogério Sempre. É verdade. É sempre ele que está lá para salvar a honra tricolor. Não é todo dia que um goleiro bate pênalti, marca, e ainda segura duas cobranças.
De quem mais se esperava houve pouca resposta. Apesar de não ter jogado tudo o que pode e sabe, Luís Fabiano teve uma atitude típica do fair play pó-de-arroz. Ao ver que não houvera pênalti sobre o meia Danilo, pois a falta ocorrera fora da área, se recusou a fazer o gol, jogando a bola nas mãos do goleiro argentino. Muito digno.
- O novo técnico do Londrina, Caio Júnior, deu a entender que não se importa em trabalhar sob pressão. Se é assim, será um bom teste para ele o doce convívio com a imprensa londrinense.
- O Londrina conquistou um ponto contra o Santa Cruz em Recife. Apenas um pontinho, mas quanta diferença ele fez no clima entre os jogadores.





