Água de coco para curar ressaca

Quanto tempo dura uma ressaca? Depende do tamanho do fogo, do tipo de bebida, da capacidade do corpo de cada um em absorver e depois se livrar do excesso de álcool no sangue.
Mas, aquela boca seca, a dor de cabeça, a vontade de passar a noite abraçado ao vaso sanitário são comuns aos bebuns.
- Juro que foi a última vez... Nunca mais vou fazer isso... Nem que a Gisele Bundchen me obrigue. Bem, se for a Gisele, quem sabe não dá para ser a antepenúltima vez, afinal, para que serve a promessa se ela não pode ser quebrada. Aí não precisava prometer. E ainda tem a saideira, que ninguém é de ferro.
Tudo bem, você quer saber porque estamos aqui, numa coluna sobre esportes, falando sobre as ressacas da vida. Ora, é muito simples. O que você acha que aconteceu na quarta-feira? Em Londrina, para onde se olhava, havia gente de ressaca. Tudo por causa do Tubarão. Foram cinco rabos de galo e poderia ter sido mais não fosse o garçom Kuki ter errado de mesa algumas doses que ele queria servir. Aí seria quase coma alcóolico.
Pelo menos o time fez o que programou: surpreendeu o Náutico no Estádio dos Aflitos (que nome mais correto para aquela noite). É verdade, o Náutico ficou surpreso. Surpreso de vencer tão facilmente o Londrina de tantas tradições e tantos tropeções.
A goleada quebrou até uma máxima do jornalista Walmor Macarini, editorialista da Folha, que diz que o Tubarão, desde que foi fundado, tem o hábito de perder as partidas sempre com gols no finalzinho dos 90 minutos. Desta vez o time perdeu desde o comecinho, só para contrariar.
O técnico Raul Plasmann assumiu: ''A culpa foi minha''. Ninguém pode negar que o homem é corajoso e não foge da raia. O Londrina, no primeiro tempo, jogou não como um time, mas como um amontoado. Pior, um amontoado no lugar errado do campo. Plasmann definiu a estratégia de jogo sem combinar com o adversário. Assim não dá.
No segundo tempo o Londrina melhorou bastante, o Náutico, com medo, só fez mais dois gols.
Lá no Nordeste dizem que para curar ressaca nada melhor do que água de coco. Portanto, encomendem um caminhão e entreguem no VGD.
- Oswaldo de Oliveira, técnico do Corinthians, disse ontem que não estava com vergonha pela derrota do time que dirige para o Grêmio por 4 a 0. Disse que o time estava trabalhando para melhorar. Qualquer um que possua qualquer relação com o Timão deveria estar com vergonha, principalmente o treinador.
- Encomendem mais um caminhão de água de coco, os corintianos também merecem.
- Salta um ingresso de arquibancada a quinze reaus. A Justiça mandou, vamos ver se a direção do Atlético Paranaense vai desobedecer.

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