NA GERAL
Profissão de malucos e pernas-de-pau
Dizem que essa é uma profissão tão ruim, mas tão ruim que até onde o cara pisa não nasce grama. Ontem foi o dia do goleiro, bem lembrado pelo jornalista Oswaldo Militão em sua coluna de hoje. Militão relembra alguns dos grandes goleiros que passaram pelo Londrina. Vá lá, dê uma olhada e depois volte para continuar a ler esta coluna.
Para ser goleiro, de duas uma: ou o cara é maluco ou perna-de-pau demais para jogar na linha. São raros os que são habilidosos nas duas funções.
No futsal o goleiro é um sadomasoquista explícito. Os atacantes chegam dando aquelas bordoadas na cara do gol, sem dó nem piedade. O masoquista do goleiro, mesmo levando um monte de pancada, tem o prazer sádico de estragar a festa do time adversário evitando o gol.
Na categoria dos malucos um dos mais notórios que vi jogar foi Higuita, da seleção colombiana. Higuita fazia defesas milagrosas e lambanças homéricas. Entre as cenas antológicas dele está aquela em que esperou a bola passar por cima de sua cabeça, quase debaixo da trave, para depois defender com a sola da chuteira.
Na categoria perna-de-pau, a mais comum, são inúmeros exemplos. Um deles aconteceu no domingo na partida entre Palmeiras e Internacional. O goleiro Marcos, um dos melhores do mundo, sem dúvida, aprontou das suas. Ao tirar a bola da área, recuada por um zagueiro, ele chutou no peito do atacante Nilmar, proporcionando o gol que deu a vitória ao Colorado.
O bom é que Marcos equivale a mais da metade do time do Palmeiras, e tem ainda muito crédito com sua torcida. Já se o caso tivesse acontecido com o Doni, ex-Corinthians e ex-Santos..., imagine a zica!
Parabéns aos goleiros até porque, sem eles, os mais habilidosos iriam querer colocar os beques no gol, categoria a qual me enquadro, o que seria uma lástima.
n O Londrina enfrenta hoje o Náutico precisando somar pontos. Não adianta pensar que tudo bem, é apenas a segunda rodada e depois a gente recupera. Não recupera. Ponto perdido faz falta na soma para classificação ou para a fuga do rebaixamento. Como diria o pensador e filósofo Paulo Ubiratan, apresentador da Rádio CBN: trabalhador, trabalhadora... pensem nisso.
n O troféu Cítrico desta semana deveria ir para o lateral do Londrina, Carlos Alberto, que deu um safanão num jogador do Avaí e foi expulso ainda no primeiro tempo da partida da sexta-feira no Estádio do Café. Resultado: prejudicou o time mais uma vez, já que o moço é reincidente.
n A Portuguesa Londrinense entrou com a chuteira direita na Série Prata do Campeonato Paranaense. Beleza de vitória contra o Engenheiro Beltrão no domingo.
n Para o Atlético Paranaense estar jogando assim, tomando tanta piaba, no mínimo algum torcedor enterrou uns ingressos de 30 paus junto com uma cabeça de marketeiro burro na entrada da Arena da Baixada.





