NA GERAL
Tiro no pé
Dos atletas dispensados pelo Londrina, o meia Nem é o que mais vai fazer falta no bom sentido. Não há no elenco qualquer jogador que se compare a ele. O meia não é uma virtuose, porém, a bola quando chega a seus pés ganha refinamento, é arredondada, coisa que poucos, mas poucos mesmo, conseguem fazer no time. Por isso é de se lamentar sua saída. A questão, como é possível entender nas sutilezas dos discursos dos dirigentes e dele próprio, não é financeira. Nem quer ficar, mas não querem que ele fique. Aparentemente, o atleta não é jogador de dar dor de cabeça para comissão técnica. Então, o que é que está pegando?
Nos últimos anos dá para contar nos dedos da mão esquerda do presidente Lula os jogadores que passaram pelo time com a qualidade dele. Faltas próximas a área adversária? Lá estava Nem para alegrar a torcida londrinense. Lançamentos em que a bola chega redonda aos pés do atacante? É serviço para Nem.
Falando assim parece que Nem é craque. Não é. Tem algumas deficiências. Mas são irrelevantes diante do que ele contribui com o time.
É lógico que a diretoria, pelos critérios de avaliação dela, tem o direito de contratar ou dispensar este ou aquele jogador. É ela que paga os salários. Agora, demitindo o Nem, a torcida, que paga ingresso, espera que o Londrina contrate alguém do mesmo nível ou melhor.
É sempre bom lembrar que este ano caem seis para a Série C do Campeonato Brasileiro. Se for mantida a tradição, o Tubarão vai lutar para não cair, sendo assim não pode se dar ao luxo de descartar jogadores que têm alguma qualidade para confiar apenas na sorte.
- O Coritiba foi desrespeitoso com o Atlético do sempre simpático e educado treinador Mário Sérgio. Ganhar o título do Paranaense na Arena da Baixada não foi de bom tom.
- Logo depois do Atletiba, Mário Sérgio pediu demissão do cargo de treinador do rubro-negro. Entre outras coisas disse que não estava mais se entendendo com a imprensa. Por quê será?
- Fato curioso registrado no sábado no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) foi a nova diretoria da Portuguesa usando as cores do novo time. Curioso porque até o ano passado os hoje camisas vermelhas usavam o azul celeste do Londrina. Na verdade a questão não é de paixão, mas de business. Negócios, negócios, paixões à parte.
- Domingo de festa nos estádios e de pancadaria. O sensível e educado zagueiro Cris, do Cruzeiro, demonstrou mais uma vez que tem sérios problemas de relacionamento. Primeiro deu uma cabeçada no rosto do meia Tucho, do Atlético, revidando uma falta sofrida. Foi expulso. Depois do jogo, ao comemorar, jogou uma daquelas bombas que soltam fumaça colorida de volta para a arquibancada, podendo provocar um acidente caso atingisse algum torcedor. Não satisfeito, saiu no braço com o goleiro do Atlético Mineiro. É muita sensibilidade para um jogador só.





