NA GERAL
É tempo de especulações
Os estaduais estão acabando e o Brasileiro ainda não começou. É nesse intervalo que, para a maioria dos times, surge a oportunidade de reavaliar o início de temporada e reforçar as equipes para as competições deste restinho de ano.
E, tal qual a política em período pré-eleitoral, o que mais aparece nos noticiários são especulações. Por exemplo: em Londrina, segundo minha última contagem, existem 899 pré-candidatos a prefeito e 1,5 milhão de pré-candidatos a vereador. Até poste sem iluminação no Lago Igapó diz que tem densidade eleitoral. Todo mundo querendo aparecer na foto, ser notícia. Quando chega mais perto das convenções, no momento de formalizar a candidatura, sobram poucos para a disputa, geralmente os mesmos de sempre, que vão se aliar aos mesmos de sempre, para buscar ou permanecer nos mesmos cargos de sempre.
No mercado do futebol é mais ou menos a mesma coisa. É o chamado período sal de frutas, a champanhe de pobre, muita efervescência para efeito quase nenhum. Quem acompanha os jornais percebe uma intensa movimentação de bastidores. Ontem a notícia era de que Leão sairia do Santos, dando lugar a Luxemburgo que estaria negociando com o Atlético Paranaense, irritando os técnicos Leão da equipe santista e Mário Sérgio do rubro-negro paranaense. Outra especulação, não confirmada, era de que o Corinthians sairia da má fase, fato comprovado diante do belíssimo e empolgante empate em casa contra o Fortaleza. Agora vai.
Em Londrina não é diferente. o grande reforço para o Brasileiro da Série B, o volante Edmilson, fez que vinha, saiu foto no jornal, fez juras de amor, mas na hora de colocar a aliança no dedo, quis fazer constar uma cláusula no contrato dizendo que não poderia ser fiel e, se aparecesse outro pretendente durante o acasalamento, cairia fora.
Jogadores da equipe que até ontem eram titulares e ídolos, hoje não podem nem ocupar o banco de reservas por questões monetárias. E dá-lhe sal de frutas.
Atletas que não estavam relacionados para a intertemporada (cada dia eu aprendo uma palavra nova - futebol é cultura), de repente voltam à baila e são integrados. O que se fala hoje, pode ser mudado amanhã e voltado atrás no dia seguinte. O Romário, por exemplo, já desistiu de tentar desistir do futebol. E assim a vida segue, os noticiários ficam repletos e os comentaristas tem o que comentar.
- A Série Prata do campeonato Paranaense está quase começando e o técnico da Portuguesa Londrinense permanece no cargo. É um espanto para os padrões do time. Nova direção nova filosofia. Até o ano passado os técnicos da Lusinha dificilmente conseguiam ultrapassar a loginqua barreira dos 30 dias de trabalho ininterruptos. Teve técnico demitido até mesmo antes de assumir. Hoje tudo está mudado na Lusinha.
- Falando em recorde, escrevi na última coluna sobre a importância de preservar o regionalismo, brigar pelas coisas da nossa terra. Choveu e-mails favoráveis. Em breve voltaremos ao tema.





