NA GERAL
Foram 45 minutos de time grande. O Londrina acuou o Atlético, fez 1 a 0, através dos pés certeiros de Nem. Teve a oportunidade de ampliar o marcador e voltar para o segundo tempo com uma boa vantagem e administrar o restante da partida.
O grande problema do Londrina tem sido este nos últimos jogos: os outros 45 minutos. Aqueles que definem. Talvez não os 45 minutos finais. O mais correto seria dizer que os minutos de acréscimo é que têm feito a diferença.
Numa semifinal, tomar um gol aos 47 minutos do segundo tempo e deixar ir para o espaço uma importante vantagem para a segunda partida em Curitiba, é de doer.
No estádio, ouvi gente criticando o técnico Raul Plasmann. Baita injustiça. O treinador olha o time semi-morto em campo, sobrando cãibras até debaixo da língua, vira-se para o banco e não encontra ninguém com alguma qualidade técnica para substituir os que não querem outra coisa a não ser a maca.
Também não dá para entender o óbvio. Ilan é o principal atacante do Atlético. É goleador e bom cabeceador. No último lance da partida, escanteio para o rubro-negro, adivinhe quem está na área sem qualquer marcação? Ilan. Será que é preciso o técnico explicar aos seus atletas que é necessário marcar o principal atacante adversário? A lógica diz que não.
Fora o fato de que o resultado não foi bom para o time pé-vermelho, o jogo foi bem interessante. Houve várias chances de gol para os dois lados. Lances plasticamente bonitos. Enquanto espetáculo de futebol, foi um ótimo jogo.
Domingo tem mais. E como jogo só termina quando acaba, serão mais 90 minutos de emoção. E os acréscimos, serão de sofrimento ou de alegria?
- O fato negativo ficou por conta do técnico atleticano, Mário Sérgio. Ele é, sem dúvida, um técnico inteligente. E o é na mesma proporção de seu destempero. Como fala bobagem. Criticou a atuação do árbitro como se ele tivesse roubado o Atlético. Não houve isso. O árbitro Francisco Carlos Vieira pode não ter feito um trabalho exemplar, mas errou para os dois lados. Não beneficiou o Londrina nem o Atlético. Agrediu verbalmente o volante Rocha e fez ironias contra o técnico Raul Plasmann, como mostrou as rádios locais. O Atlético, que tem uma estrutura fabulosa, deveria, quem sabe, oferecer curso de gentleman para o seu técnico.
- Dirigente do Atlético comentou em Londrina que o clube está com uma bela e substanciosa reserva de caixa, mas não pretende investir em contratações caras para o Brasileiro. Vai investir na garotada da casa mantendo seu planejamento de longo prazo. Pela qualidade de alguns dos garotos, é mais dinheiro em caixa nos próximos anos.
- A diretoria do Londrina descobriu, recentemente, que tem mais de 70 jogadores registrados em nome do clube. Foi um susto para os novos dirigentes.
- O 'pai' do Londrina, o Nacional de Rolândia, merecidamente, manteve a vaga na primeira divisão do Paranaense. Parabéns.





