NA GERAL
Tabu e virgindade devem ser quebrados
O Londrina não vence o Coritiba há 15 jogos. Tem torcedor que arrepia só de saber há quantos anos o Tubarão não saboreia o Coxa em sua dieta. Já o cronista esportivo, ao ver os números, tem na ponta da língua a palavra que define isso: tabu. No caso específico do futebol, tabu é mais uma das grandes besteiras que reinam nos textos dos jornais e bocas de repórteres para dar mais molho ao jogo que vem a seguir. Não que isso seja proibido. É preciso promover o espetáculo.
É certo que os tempos mudam, mas nem mesmo com os avanços da tecnologia e da ciência, o misticismo desaparece. Restam poucos que ainda têm medo de assombração. Porém, muitos se preocupam com o tabu.
O fato é que ele resiste ao tempo porque é de interesse das partes envolvidas. Os técnicos usam o termo para motivar os jogadores. Os vencedores querem manter o tabu, os perdedores desejam quebrá-lo.
Mas, não tenha dúvida, no final das contas, tabu, assim como a virgindade produto tão em falta nas gôndolas dos supermercados nestes tempos de modernidade , mais dia menos dia é rompido.
O Coritiba está longe de ser um time espetacular, nem com luneta dá para ver desta forma. No Paranaense está em primeiro lugar no grupo, mas muito mais pela incompetência dos adversários do que pelo seu mediano futebol. Ganhou apenas uma partida na Copa Libertadores, contra o Rosario Central, na última quarta-feira, em Curitiba. Nesta competição é o pior entre os brasileiros.
O Londrina também não é um primor. Já capengou, escorregou, mas conseguiu colocar travas maiores nas chuteiras e parece que está pisando mais firme. O Tubarão está entusiasmado e se assistiu a partida do Coritiba contra o Rosario Central deve ter estar ciente que a equipe curitibana não é nada daquilo.
Nestes casos, caro leitor, voltando a questão do misticismo, não que eu acredite, mas um estádio cheio de torcedores concentrados em fixar o olho gordo no adversário pode ajudar a quebrar um tabu.
- Interessante a postura do descontrolado e desorientado técnico Cuca, do São Paulo, dizendo que o time não podia entrar no enervante mas eficiente jogo do LDU, do Equador. Não é que o cara, para mostrar auto-controle aos seus comandados jogou uma bola no rosto do técnico Jorge Fossatti? Quanta elegância vinda de um tricolor; quanta finesse. Quanta calma ele passou para seus jogadores. Nada como um time de elite, ou seria delito a palavra mais correta?
- Há torcedores do Corinthians, como o editor da capa da Folha de Londrina, Mauricio Dellabarba, rezando para o timão não cair para a Segundona do Paulista. Ele diz que teme a segunda divisão. O problema é que não aguentaria as gozações diárias de todos os adversários. O que é isso companheiro? Palmeirenses, santistas e tricolores nem estão pensando nisso..., eu acho.





