Pontos corridos e com emoção

Esse foi o Campeonato Brasileiro sem graça (?) mais emocionante dos últimos anos. Desde que foi implantado o sistema de pontos corridos, choveram críticas de todos os lados. A maioria patrocinada pela Rede Globo que considera a fórmula deficitária. Problema dela. Para o público foi bem interessante. Venceu o melhor, o Cruzeiro, com uma campanha espetacular.
Na última rodada, mais da metade dos times disputava alguma coisa. Alguns brigavam pela vaga na Libertadores, outros pela Sul Americana e ainda tinha o grupo da morte tentando fugir do rebaixamento. Até o Cruzeiro, com o caneco debaixo do braço não esmoreceu e aplicou uma goleada histórica no Bahia (7 a 0), querendo fechar o ano com 100 pontos.
Teve emoção de sobra para todo lado. O torcedor do Coritiba comemorou como nunca a vaga na Libertadores.
Quando o árbitro apitou o final da partida entre a Ponte Preta e o Fortaleza, jogadores e o técnico Abel Braga choraram por terem conseguido salvar a macaca do rebaixamento. Logo Abel Braga, aquele mesmo, ex-zagueiro do Vasco, que para enfrentá-lo atacantes faziam seguro saúde, rezavam missa e se benziam. Pois é Abel chorou. Quer mais emoção do que isso? A torcida invadiu o gramado como se o time tivesse conquistado o Brasileiro. A torcida do Fluminense (32 mil pessoas no Maracanã, o melhor público do time este ano no Rio) também foi para o estádio com o coração apertado. Não faltou emoção.
Grêmio e Corinthians, no Olímpico em Porto Alegre, com 50 mil pessoas nas arquibancadas, a mesma situação. Torcedores lotaram o estádio para empurrar seu time que passou toda a competição com a lanterna, correndo risco de ir para a Série B.
A vitória fácil sobre o pouco interessado Corinthians fez explodir o Olímpico. Torcedores invadiram o campo antes mesmo de terminar a partida para agradecer.
Bom, se esse foi um campeonato sem graça, espero que todos os demais sejam assim. O esporte tem que parar de ser apenas figuração na grade de programação das tvs.
Se a disputa é séria, as regras são claras e os times investem, o público corresponde, mesmo que TV Globo não queira. Problema dela.
- O virtual presidente do Londrina, Carlos Alberto Garcia, afirma que a política será de pés no chão. Nada mais justo neste momento de arrumar a casa. Porém, é interessante que os pés não fiquem fincados no chão, sem se mexer. Pés no chão sim, mas sempre caminhando, e para frente. O torcedor, para caminhar até o estádio precisa ser incentivado, sonhar que é possível. E o melhor incentivo que um torcedor pode ter é saber que seu time está entrando em campo para tentar conquistar campeonatos. Quando é para sonhar ninguém sonha que é coadjuvante.
- Petráglia, do Atlético Paranaense, defende que o preço mínimo dos ingressos para o ano que vem seja de R$ 25,00. Parabéns cartola. Pobre só parece servir para fornecer jogador para o clube, entrar no estádio nem pensar.

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