Sonho ou pesadelo

Ainda falta aquela reunião do Conselho Deliberativo do Londrina para confirmar o nome do ex-meia, ídolo da torcida alviceleste, Carlos Alberto Garcia, como presidente do clube, o que deve acontecer nos próximos dias. Só isso. Garcia, porém, já está trabalhando para viabilizar o time para 2004.
Assumir a presidência do Londrina é um sonho que há muito tempo Garcia acalentava. Não há vaidade na atitude. Garcia quer apenas devolver um pouco do que conseguiu em sua vida a partir de sua passagem pelo Londrina. É uma atitude mais sentimental do que racional.
Racionalmente não dá para imaginar que ele tenha feito um bom negócio. O time tem dívidas, há divergências entre seus apoiadores, as receitas estimadas não são promissoras para montar uma equipe que se sente grande, apesar de não se-lo.
Porém, há a questão emocional. O coração derruba, com frequência, as razões da razão. Garcia quer provar que é possível mudar. Alguns fatores na história do futuro presidente podem ajudá-lo na empreitada. Ele foi jogador e é lembrado até hoje com carinho e respeito pela torcida; já foi político e conseguiu sair da política sem grandes traumas, não deixando inimigos; não encontra resistência significativa entre os grupos que gravitam em torno do time e demonstra ter capacidade para promover uma união entre eles.
Ao lado dele está o vice Marcelo Leal, outro apaixonado pelo Londrina, daqueles de frequentar o estádio com camisa do time. Dois meio-virgens (se é que existe um meio-virgem) nos meandros da cartolagem.
Até isso pode ser positivo pois chegam sem os vícios que são comuns entre os dirigentes esportivos. Vícios como ter os direitos federativos deste ou daquele atleta; ser empresário de jogador; e outras situações em que o clube só perde.
Não é uma tarefa fácil, porém, a maré é favorável. Depois do estatudo do torcedor as regras estão mais claras. Os regulamentos das competições estão sendo respeitados e o torcedor que se sente lesado tem onde reclamar. Para quem quer trabalhar direito, de forma transparente, isso é essencial, pois o dirigente sabe que está sendo fiscalizado e que precisa prestar contas. Quando trabalha bem, sua atuação é valorizada.
É importante não só para Londrina, mas para o futebol do Paraná, que a administração de Garcia dê certo. Um futebol forte também no interior valoriza o Estado. Por isso, boa sorte Garcia.
- Pela longa estrada da vida... O São Paulo está comemorando 10 anos sem um título importante.
- Começou a fase de especulações nos bastidores dos clubes. Quem chega, quem sai. Neste período, que precede o início da próxima temporada, o futebol parece um mercado persa tantos são os jogadores e técnicos colocados na prateleira para serem negociados.

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