NA GERAL
Natal dos outros
Dezembro, mês de Natal, festas. Todos deveriam ficar felizes, alegres, saltitantes. Tempo de escolher os presentes, de agradar a namorada, de pedir desculpas pelos pecados que você cometeu este ano e que vai repetí-los no ano seguinte. Deveria ser um mês só de felicidade. Mas, não é assim. Não com o futebol atrapalhando.
Sempre tem gente triste, os que perdem é claro. Mas se não tem derrotado não tem vencedor. Sendo assim, alguém sempre está feliz. Porém, o derrotado fica triste. Que confusão! Vamos abolir o futebol no mês do Natal. Que se proíbam até as peladas de fim de semana. Nem todas as peladas obviamente. Só aquelas aplicadas ao linguajar futebolístico. As outras, pelo bem dos pecadores, que continuem liberadas.
Veja o que aconteceu nesta quarta-feira. Milhares de sãopaulinos em todo o Brasil, em vez da alegria do mês do Natal, a tristeza pela desclassificação da Sul-Americana. Pior de tudo, para os argentinos do River Plate. Deus seria argentino? Por amor a Si próprio, acho que não, Deus não faria uma maldade destas consigo mesmo.
Deixemos a religião e voltemos ao gramado. O Tricolor foi valente, deu pontapé, voadora, tapas e jogou um pouco de futebol. Os argentinos fizeram o que sempre fazem, pelo menos nos últimos confrontos com os brasileiros: ganharam a partida. No mês de Natal.
Ontem outros torcedores tiveram sua parcela de mágoa. Os fiéis torcedores do Londrina. Durante os noventa minutos regulamentares da partida entre o Londrina contra o Atlético Paranaense (versão C), pela Copa Sesquicentenário, o Tubarão foi valente, fez dois a zero. O torcedor alviceleste já estava imaginando o presente de Natal. quem sabe o título da competição.Um presente merecido depois de tanto sofrimento durante o ano. Mas o Papai Noel optou por deixar o presente em Curitiba. Deu-o para o Atlético.
Em dois minutos da prorrogação, o rubro-negro fez o gol de ouro e despachou o Londrina.
Sempre é possível encontrar algo bom, até mesmo nas piores tragédias. Perdendo, o Londrina encerra sua atividade em 2003. O torcedor terá tempo para esquecer a mediocridade do time, a inapetência para a vitória, a competência para a derrota.
Chega de sofrimento. Se não foi um presente, pelo menos foi um alívio. Tira o tubo.
- Alguns atletas do São Paulo mais pareciam lutadores de luta livre do que jogadores de futebol na partida de quarta-feira contra o River Plate.
- A campanha indique um presidente para o Londrina já está surtindo efeito. O primeiro nome enviado por email à coluna é do ex-presidente da Cohab de Londrina, o engenheiro Ruy Lima. Tem experiência em administração, gosta de futebol, sabe o que é sofrer (é palmeirense). Só resta saber se ele aceita a indicação.





