NA GERAL
O meia Valdeir está se transferindo para o exterior e o Londrina levou... nada.
O meia Marcelo Silva deixou o time e o Londrina levou... nada.
O lateral Jamur saiu do Londrina e o time levou... nada.
O Londrina é uma mãe. Às vezes confundido com mãe Joana. Veja bem, nada contra as joanas, é mais uma figura de linguagem.
É interessante que, mesmo em bordéis - que nunca frequentei mas conheço alguns procedimentos que ocorrem nesses lugares através da literatura - as moças do time da cafetina, fazem seu peculiar trabalho, dando prazer aos solitários, e deixam a porcentagem regulamentar do que é arrecadado com a dona do empreendimento. É o capitalismo que existe desde os primeiros dias.
Na contramão da história, o Londrina deve estar trabalhando para subverter as regras do capitalismo. Uma empresa normal fabrica um produto, coloca no mercado e o vende por um valor maior do que o seu custo. Aí obtém o lucro. Outras, do comércio, compram um produto do fornecedor, colocam na vitrine e o vendem buscando também a obtenção do lucro. Isso é mais velho que andar pra frente. É mais velho, inclusive, que a mais velha profissão do mundo, aquela alí citada algumas linhas acima, a que dá prazer aos solitários.
O Londrina é diferente. Ele traz jogadores baleados, dá casa, comida, roupa lavada, carinho e afeto (no bom sentido), coloca o atleta na vitrine das competições nacionais e, quando o cidadão/mercadoria vai embora, fica chupando o dedo. Que lucro obteve? Nenhum.
Geralmente o jogador quando chega em qualquer clube brasileiro, qual o discurso mais comum?
- Aí parrrceiro, eu vim para somar...
No Londrina, pelo jeito, isso não acontece. Eles só vem para diminuir. A matemática do Tubarão está errada.
O time precisa entender que o socialismo não deu certo. Um dos raros lugares onde o sistema permanece é em Cuba. Agora, você conhece algum time profissional cubano que dá lucro?
O Londrina deveria receber um choque de capitalismo. Um bom jeito do Tubarão não perder dinheiro é parar com esse negócio de dirigente do clube ser procurador de jogador, dono de direitos federativos.
Em galinheiro, não dá para ter gavião como vigia da porta.
- Enquanto o Londrina se bate para encontrar um presidente, a Portuguesa Londrinense, com canja feita a base de pés de galinha e tudo, está na semifinal do Paranaense de Juniores. Trabalho bem feito por Amarildo Vieira, o 'dono' do time. O Eurico da Vila Santa Terezinha.
- O São Paulo parece que foi contaminado pelo Corinthians. Não pode mais atravessar a fronteira que volta sapecado. Que atuação medíocre contra o River Plate. O time, apesar de estar brigando por uma vaga na Libertadores, é só mais ou menos.
Cláudio Osti - [email protected]





