A união faz mais que açúcar

Quem será o novo presidente do Londrina? Faltando menos de 30 dias para a eleição do Conselho Deliberativo que irá escolher o timoneiro desta nau errante (mais um pouco e vira poesia) não há uma única personagem que tenha convicção de que queira a vaga.
O próprio presidente, Osvaldo Sestário, que há dois anos ocupa a cadeira, dá nítida demonstração de que está mesmo é de saco cheio. Nos bastidores há um jogo sendo travado. Muitos com boas intenções, outros nem tanto.
O ex-jogador Carlos Alberto Garcia é um dos nomes comentados para se candidatar a presidência. Ele até está disposto, tem carisma, sonha em retribuir ao Tubarão o que o clube deu a ele. Porém, pode ser surpreendido pela máquina de moer que é o Londrina. Ontem ele praticamente havia definido que estava fora da disputa.
Há os defensores ardentes deste ou daquele grupo. O problema dos grupos é que são sempre grupos, com interesses nem sempre convergentes.
Um leitor que, como ele próprio esclarece, é do tempo da máquina de escrever, enviou uma carta a coluna com o seguinte título: ''Colisão de vaidades''. A pergunta dele é simples: ''Se as duas linhas de frente (o atual presidente e o grupo intitulado SOS Tubarão) têm o mesmo objetivo, porque então não trabalhar juntos?''
Ele até faz uma sugestão. Segundo o leitor o grupo do atual presidente poderia continuar buscando uma parceria e o outro grupo que negocia com a justiça do trabalho as dívidas do clube deveria continuar essa articulação. Somando o esforço dos dois, o Londrina poderia ter um 2004 muito melhor.
Para o leitor, porém, a vaidade é o empecilho que atrapalha a união dos grupos. Talvez seja só este pecado humano, tão comum hoje em dia, que impede que eles trabalhem juntos. Se for, tá na hora de pensar que não há maior vaidade do que torcer para um time forte. Está na hora de pensar em somar. Dividir, só na aula de matemática na escola.
- Em uma de suas visitas ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inconformado com a atuação da Seleção Brasileira contra o Peru, no domingo, resolveu dar pitaco na praia alheia. Como todo bom torcedor brasileiro, fez críticas ao esquema tático da seleção. Parreira, técnico do time, saiu um pouco de seu discurso pasmacento e devolveu: ''cada macaco no seu galho''.
- R$ 60 na arquibancada para assistir Brasil e Uruguai. Se quiser ir para as cadeiras superiores R$ 150,00. Ingresso padrão europeu salário padrão Lula.
- Essa é de um corintiano: ''A seleção Sub-23 está tão sem prestígio que ganhou só de 2 a 0 do Corinthians''.
- Pelo jeitão da coisa, os possíveis candidatos a presidência do Londrina olham para a cadeira do presidente como se ela fosse uma cadeira elétrica.

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