NA GERAL
O calvário do presidente
O presidente do Londrina, Osvaldo Sestário, está numa dúvida cruel: tenta a reeleição ou deixa o abacaxi para o primeiro que queira descascá-lo?
Por enquanto, as tais parcerias que ele tem tentado parece que não vingaram. Nem deve. Não que não sejam possíveis. O problema é o tempo. Ninguém faz investimentos pesados sem antes fazer estudos minuciosos de retorno financeiro. E isso demanda tempo, muito tempo.
É bom sempre lembrar que ninguém mais faz caridade no futebol. Futebol é negócio e negócio tem que dar dinheiro. Paixão de empresário é verde, e não estamos falando do gramado dos campos. Por isso talvez a dúvida de Sestário.
Ser presidente de clube não é uma tarefa fácil. Quem já esteve por lá, sentado naquela cadeira na sala da presidência na sede do clube no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, que o diga. Por lá passaram gente de bem e outros nem tanto. Uns são lembrados com respeito, outros com indiferença, muitos com raiva.
Quando tudo vai bem - coisa rara de acontecer -, é só alegria, entrevistas para a TV, rádio e jornal. Especialmente em Londrina, que há excesso de mídia para pouco time, presidente do Tubarão vira autoridade. Dá mais entrevista que prefeito ou governador. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. O lado bom é que, para quem é vaidoso, a exposição na mídia torna-o extremamente conhecido na cidade e região. Não há engraxate ou dono de indústria que não saiba quem comanda o time. O lado ruim da coisa é que, com a exposição na mídia, não há engraxate ou dono de indústria que não saiba quem comanda o time. Parece repetitivo, mas não é. O fato é que os dois lados caminham muito próximos um do outro.
A chance de dirigir o Londrina sem apoio financeiro e sair de lá como um vilão é muito grande. Essa é a decisão que Sestário terá que tomar nos próximos dias.
- Dizem que quem apanha nunca esquece. Em alguns casos, quem bate também não esquece. O diretor de futebol da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira, ligou ontem para a Folha alertando sobre o resultado de um jogo entre Londrina e Portuguesa em 24 de março de 2002. A partida terminou 3 a 1 para a Lusa e não o contrário. ''Podíamos ter goleado aquele dia'', afirma Vieira.
- Não é por falta de hotel ou boa alimentação. O time júnior do Londrina, que até fica concentrado para os jogos, imitando o time profissional, para se classificar para o quadrangular final do Paranaense de Júnior já estão lá o Coritiba, Atlético e Irati - vai depender dos primos pobres. Precisa vencer as suas próximas partidas e torcer para que a Portuguesa Londrinense tropece duas vezes.
- O lateral Jamur é mais um a dar uma banana para o Londrina. Logo, logo vai dar para abrir uma barraquinha na feira.
- Cadê Vampeta? Vampeta cadê?





