NA GERAL
- O time está desmotivado, por isso não está rendendo bem...
- Mas e o salário, está em dia?
- Está, mas sabe como é, a competição não é atraente...
Quem já não ouviu esta velha ladainha sobre motivação? Só nessa Copa Sesquicentenário ouvi várias vezes.
Muitos jogadores de futebol agem como se fossem pré-adolescentes mimados. Aqueles com espinha no rosto e calo nas mãos. Se você não foi um, certamente conhece algum!
Qual a motivação que leva o trabalhador a levantar cedo, e ir para o trabalho? Bom, primeiro ter o emprego, tão escasso nestes tempos lulisticos. Depois, pelo prazer de estar produzindo, sendo útil. Se as opções anteriores não motivam, é certo que receber o salário e poder pagar as contas no final do mês deve ser um ótimo incentivo.
No futebol também deveria ser assim, mas não é. Jogador, independente de atuar no Esportivo Quebra-Coco ou no Flamengo, ser craque ou perna-de-pau, não tem o respeito pelo seu emprego como o cidadão comum. Ele age como se fizesse um favor ao entrar em campo e jogar bem.
Em qualquer atividade profissional, se o cara não fizer bem seu trabalho, é convidado a cair fora e dar lugar a alguém motivado. Ele sabe disso e isso é uma boa motivação.
Já a maioria dos jogadores, com sua rebeldia sem causa pré-adolescente, imagina que está fazendo um favor quando tem uma boa atuação. Quem aí no seu emprego ganha bicho por fazer bem seu trabalho?
Uma boa parcela de culpa, lógico, é também dos treinadores e dirigentes. São eles que passam a mão paternal na cabeça dos jogadores para não ''prejudicar o emocional''.
Ora, está na hora de jogador ser tratado como um profissional como outro qualquer. Seu desempenho tem que ser cobrado, seu rendimento tem que ser acompanhado. Pré-adolescente com 25, 30 anos é inadmissível.
A Copa Sesquicentenário não é uma competição de tradição no Paraná, mas está garantindo emprego para centenas de atletas e outros profissionais, portanto, precisa ser tratada com seriedade.
- Para dirigir um clube de futebol, além de administrar bem, é óbvio, é preciso ter dinheiro ou ter idéias? Mandem e-mails e vamos divulgar na coluna.
- ''Jogador brasileiro é assim: quando está com a bola nos pés fica tão feliz que parece que está indo a uma festa; quando tem que marcar o adversário, parece que está indo ao enterro da mãe''. Palavras do técnico Raul Plasmann, ex-goleiro e campeão mundial pelo Flamengo.
- A Unifil de Londrina está lavando a alma na Liga Nacional de Handebol. A equipe está muito afinada e promete dar muita alegria ao público da cidade. No fim de semana venceu o Adiee/Florianópolis e agora fará cinco jogos em casa. Se mantiver a performance, é candidatíssimo ao título deste ano. Está de parabéns.
- Tem corintiano pedindo para que a diretoria do clube contrate mais coelhos e menos tartarugas.
- Essa é a pedidos: o Santos está arrasador.
Cláudio Osti - [email protected]





